sexta-feira, 23 de junho de 2017

Como receber o dinheiro ganho na amazon


Para os autores independentes que querem publicar os seus livros na amazon,  pensar como receber o dinheiro das suas vendas pode ser um obstáculo. Mas não é! É até muito simples e prático.
 Quando efectua o seu registo nas plataformas de autopublicação da amazon ( Createspace, Kindle) é pedido um número de conta americano. Isto pode ser o primeiro embate para o autor, mas, como já disse, é muito simples abrir uma conta que lhe possibilite receber os seus royalties. É-lhe solicitado através da sua conta payonner que comprove a sua identidade. Basta digitalizar o seu documento de identificação - com o qual se inscreveu na amazon e na payonner- , e enviar por email para endereço de email que a payonner lhe indicar.
Pessoalmente uso a Payonner , e posso garantir que a experiência tem sido muito boa.
Abri conta no site da Payonner ( no link acima) e segui todos os passos que o site pede e em menos de três semanas, tinha o meu cartão MarterCard que funciona como multibanco também e, todos os meses, o dinheiro ganho com a venda dos livros nas várias lojas da amazon, é depositado sem qualquer falha. A amazon é muito certinha nos pagamentos e a Payonner pertence ao Banco da América e é também  seguro. Tenho usado o cartão em vários países e funciona sempre.


Se está a pensar publicar na amazon, antes de se inscrever abra uma conta na payonner e fica com o problema resolvido. A plataforma online da Payoneer é simples de usar, está em português e pode fazer pagamentos directamente com o cartão, ou levantar dinheiro nas caixas multibanco. Pode ainda fazer transferências para a sua conta no seu país.

O que é a Payoneer e porque é um sistema recomendado?

Payoneer é um servidor de pagamentos seguro e regulado nos EUA. Este serviço permite realizar transferências bancárias para quase todo o mundo, que cobra taxas muito baixas quando faz as transferências. 

Outro benefício da Payoneer em muito países é o facto de ser possível transferir dinheiro como se fosse um banco local. Ou seja, em 99% dos casos a taxa é consideravelmente baixa.

Porque tenho de enviar documentos de identificação à Payoneer?

O Payoneer tem, por lei, de saber a quem está a transferir os montantes. Normalmente conhecido em inglês por KYC (Know your customer), traduzido: “Conheça o seu cliente”. O objectivo deste regulamento é prevenir que empresas como o Payoneer ou bancos sejam usados por entidades criminais ou para fins de lavagem de dinheiro.

sábado, 17 de junho de 2017

Novidade - A RAPARIGA DE TIMES SQUARE - Paullina Simons


SINOPSE
Uma poderosa e surpreendente história contemporânea de amor de uma das melhores romancistas deste século.

A vida de Lily é virada do avesso com o desaparecimento da sua companheira de casa, revelações incríveis sobre a família e uma descoberta pessoal, o que a afetará para sempre. E se tudo aquilo que soubesse sobre a sua vida fosse mentira? Conheça Lily Quinn... Está falida, luta para acabar a faculdade, pagar a renda e encontrar o amor. À deriva na agitada cidade de Nova Iorque, as coisas mais interessantes na vida de Lily acontecem às pessoas que a rodeiam. Mas ela adora a sua vida sem objetivos até Amy, a melhor amiga e companheira de casa, desaparecer. É assim que Spencer Patrick O'Malley, um cínico detetive da polícia de Nova Iorque, que já viu melhores dias e tem os seus próprios demónios, entra no mundo de Lily. E uma inesperada reviravolta financeira, que deveria trazer-lhe alegria, transforma-se afinal num mau presságio das forças malignas que se aproximam dela.

Mas o destino de Lily não fica por aí. Vê-se ainda a lutar pela própria vida quando a busca de Spencer por Amy se intensifica, levando- a a questionar tudo o que sabia sobre a amiga e a família. E revelações surpreendentes sobre quem ama forçam-na a confrontar a verdade que a mudará para sempre.

A AUTORA
Paullina Simons nasceu em 1963 em Leninegrado, na antiga União Soviética, e emigrou para os Estados Unidos aos dez anos. Durante a sua infância sonhava em ser escritora. Após concluir o seu curso universitário em Ciência Política, trabalhou como jornalista financeira e tradutora, até concretizar o seu sonho de menina. O seu primeiro romance foi publicado e tornou-se imediatamente num sucesso internacional.
Vive atualmente em Nova Iorque com o marido e os quatro filhos.






quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Máscaras ao Luar" de Jude Deveraux


SINOPSE
Sophie Kincaid está a passar por um momento difícil.
Foi abandonada pelo noivo e a sua carreira de escultora está num impasse. Felizmente, a sua amiga Kim parece ter a solução: basta que Sophie se mude para Edilean. Kim acredita que a pequena povoação é o Paraíso na Terra. Mas a experiência de Sophie vai assemelhar-se mais a uma descida ao Inferno. Para começar, o seu carro avaria, e quase é atropelada por um condutor em excesso de velocidade. Sophie resolve então levar a cabo uma pequena e criativa vingança contra o motorista, que é nada menos do que… o seu novo empregador.

E o Dr. Reede Aldredge bem merece ser castigado. Quanto mais não seja pelo seu temperamento amargo e modos rudes, conhecidos de toda a vila. Mas apenas ele sabe os motivos que o levam a agir assim. A fogosa Sophie, porém, fá-lo rir… algo que não acontecia há muito tempo. A química entre eles é palpável. A tensão também. Afinal, ambos têm segredos a esconder.

 Quando, sob o luar de Edilean, partilham um momento de pura magia, algo parece mudar… Porém, até os habitantes da vila já perceberam que nada é simples para aqueles dois. Conseguirá a magia sobreviver à luz implacável da manhã, ou transformar-se-á em apenas mais uma memória embaraçosa?


OPINIÃO

Da autora, nada a acrescentar, é uma das minhas favoritas.  Do livro - parece-me ser o ultimo da saga Edilean -, desiludiu-me um pouco, mas talvez porque tinha as expectativas muito elevadas. Adorei a saga familiar de Edilean, a autora levou-nos por três séculos de história de forma magistral, li todos os livros de forma compulsiva, mas, este já me pareceu um tanto forçado. É verdade que o li rapidamente como os outros, a escrita da autora é leve e fluída, mas no final não senti o mesmo que nos outros. É sempre bom regressar à cidadezinha encantada que a Jude criou, mas desta vez não consigo dar cinco estrelas ao livro. Dei três estrelas, mas é apenas a minha opinião, vale o que vale, porque gostos são muito subjectivos. De qualquer forma, quem goste da autora, chegou outro livro da autora às livrarias : Contigo para a eternidade. 


domingo, 11 de junho de 2017

28 atitudes típicas de alguém viciado em livros


Por mais que se vaticine o fim do livro físico, cada vez existem mais leitores deste formato. Pessoalmente sou adepta, fervorosa e viciada em livros, desde que tinha uns nove anos, mas ainda custo muito a ler o formato digital. Curiosamente, enquanto escritora, vendo mais ebooks do que livros físicos. Gostos à parte, existem uma série de pontos que todos os viciados em livros possuem. Vamos lá a perceber com quantos se identificam e, se conseguir enquadrar-se na maioria das atitudes, cuidado, que é um caso raro de dependência. Brincadeira! Ler é dos vícios mais saudáveis que existem e, às vezes não existe companhia melhor que um bom livro.
 Ora vamos lá enumerar as atitudes dos viciados:

  1. Possuir uma pilha de livros por ler e ainda comprar mais.
  2. Verificar quase diariamente os novos lançamentos.
  3. Entrar na livraria todas as semanas em busca de novidades. 
  4. Dormir com um livro à cabeceira.
  5. Transportar sempre consigo, um livro, por mais carregada(o) que esteja.
  6. Ler em qualquer lado mesmo em movimento - de carro, autocarro, avião, metro etc).
  7. Entrar na livraria para comprar um e sair com quatro. 
  8. Sair de casa com a pasta vazia e voltar com ela cheia de livros - tenho um amigo que faz isso diariamente -, por mais que jure que não volta a fazer esse gesto que arruína as suas finanças. 
  9.   Deixar de sair para uma festa de amigos para ficar a ler. 
  10. Cheirar livros! Sim, cheiro de livro é fantástico!
  11. Recomendar os seus autores favoritos para toda a gente e insistir que os leiam. 
  12. Recusar-se a emprestar livros, por receio que os estraguem. 
  13. Detestar as adaptações ao cinema ao ponto de não as ver quando estreiam. 
  14. Ficar com ressaca literária, depois de terminar de ler um livro. 
  15. Para além do livros que compra na livraria, semanalmente, ainda encomenda outros pela internet.
  16. Compra mais livros do que seria capaz de ler.
  17. Mesmo que não goste de um livro, não se desfaz dele. Sei lá, podia oferecer a alguém, que ao invés de si, goste da história. Gostos não se discutem - dizem!
  18. Fica irritado quando alguém não cuida de um livro ao ponto de dobrar folhas, em vez de usar marcadores.
  19. Tentar ver o que os outros estão a ler, quando se encontra em lugar publico. 
  20. Irritar-se quando alguém espreita para ver o que você está a ler.
  21. Usar capa de tecido para evitar que os outros vejam o que está a ler. 
  22. Ter uma cama ou sofá cama na biblioteca. 
  23. Fazer amigos por causa de livros.
  24. Ter muito orgulho nas suas estantes. 
  25. Sonhar em escrever um bestseller. Oh que tarefa difícil!!
  26. Julgar um livro pela capa antes de ler a sinopse. 
  27. Ler para fugir dos problemas. 
  28. Se pudesse vivia dentro de um livro. 
Se você se identificou com a maioria destas atitudes, então é um bibliófilo convicto. Parabéns e bem vindo ao clube! E não, não é doença. 
Até ao próximo post e boas leituras. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aqueles que merecem morrer ( Peter Swanson) - Opinião


Por cá estamos a voltar aos policiais.

SINOPSE

Ted Severson e Lilly Kintner conhecem-se num aeroporto de Londres.
Conversam e bebem demasiados martinis enquanto aguardam pelo embarque num voo para Boston.

Embalados pela bebida, os dois iniciam um estranho e arriscado jogo em que revelam pormenores da sua vida privada.
Ted conta que a mulher, Miranda, o trai, chegando a dizer que tem vontade de a matar.
Para sua surpresa, a enigmática Lilly mostra -se disposta a ajudá-lo.

Se todos nós morremos, que diferença fará punir pelas próprias mãos quem merece ser punido?
Mas Lilly não revela a Ted o seu passado tortuoso e sinistro.
Assim começa uma perigosa e fatal corrida contra o tempo.

 O AUTOR



Peter Swanson é autor de três romances: The Girl with a Clock for a Heart, finalista do LA Times Book Award; Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger; e Her Every Fear, o mais recente.

Os seus livros estão traduzidos em 30 línguas.

Os seus contos e poemas têm sido referidos em Asimov's Science Fiction, The Atlantic Monthly, Measure, The Guardian, The Strand Magazine e Yankee Magazine.

Peter Swanson nasceu em 1968, frequentou o Trinity College, a Universidade de Massachusetts, em Anherst, e o Emerson College.
Vive em Massachusetts com a sua mulher e um gato. 

Opinião. 
Não vou dar uma opinião extensa, porque para mim os livros definem-se em três géneros de avaliação ( Gosto muito, Gosto pouco, ou não gosto), nunca dou menos de três estrelas a um livro, porque quando não gosto, não classifico. Os gostos são subjectivos, o que eu gosto, o outro pode detestar e, sobretudo não se discutem gostos. 
Sempre adorei policiais desde que aos catorze anos li toda a obra do autor de  Sherlock Holmes. Este livro superou todas as minhas expectativas e o tema - a psicopatia - está descrito de forma magistral. O autor está de parabéns.
Quem são os psicopatas do quotidiano? Andam por aí entre todos nós? Todos temos uma pitada de psicopatia? São questões que o livro levanta de uma forma deliciosa.

Avaliado por mim em 5***** no Goodreads.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Novidade! Deborah Smith


Já está em pré venda o novo livro de Deborah Smith. Esta autora faz parte da minha lista de PREFERIDAS. 

Sinopse 
Após a morte do marido num trágico acidente, Hush McGillen não se deixou abater. Transformou os pomares de maçãs da família num negócio de sucesso e o filho, Davis, está a estudar na conceituada Universidade de Harvard. Contudo, este idílico paraíso cai por terra quando o filho aparece com uma companhia inesperada: a filha do Presidente dos Estados Unidos. De um momento para o outro, Hush tem de lidar com os Serviços Secretos, a comunicação social e, pior do que tudo, os novos sogros do filho - e a primeira-dama não está nada satisfeita.

Com o agente federal Nick Jakobek, enviado pela família presidencial para resgatar a filha, a trazer ainda mais caos à sua vida, Hush vê-se perante a necessidade de fazer todos os possíveis para salvar o seu negócio, a sua reputação e a sua família - pois o seu passado não é exatamente o conto de fadas que todos julgam.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Isto acaba Aqui - Colleen Hoover ( Opinião)


Grande Vencedor do Prémio Goodreads, Melhor Romance de 2016

Sinopse
O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa? 

Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.

Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.

Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? 
Terá força para interromper o ciclo?

A autora
Colleen Hoover é uma autora norte-americana que já atingiu o 1.º lugar no top de vendas do New York Times e comoveu muitos leitores com os seus seis livros publicados, incluindo Um Caso Perdido (Hopeless).
Colleen cresceu numa quinta, no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Proteção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil.
Vive com o marido e os três filhos à beira de um lago no Texas.


Opinião - ISTO ACABA AQUI! Excelente titulo, excelente trama e escrita. Não consegui despegar do livro e li-o em dois dias. Um romance autobiográfico em que a violência doméstica é abordada de uma forma que faz o leitor pensar. Porque é que as mulheres vitimas ( ou homens, porque também são vitimas) não abandonam o agressor? Quem são estas vitimas? O que as faz ficar? Tudo isto a autora responde com um enredo muito bem fundamentado deixando-nos sempre em suspense e a quase decidir pela opção mais perigosa, mais emocional e menos racional. 
Lido com situações de violência no casal há muitos anos e, sempre que recebo alguém em consulta com queixas desse tipo, vou verificando que, poucos têm resiliência para se afastarem do agressor, para além que, ter filhos e condições económicas de dependência face ao par dominante, têm influencia na decisão.
 Este livro, veio mostrar uma outra faceta: alguém que se recusa a ser vitima e luta por se desprender desse "amor" doentio. 
Já escrevi e dei entrevistas  sobre o tema AQUI, no âmbito da psicologia num dos meus blogues, e deixo-vos os links caso queiram aprofundar o tema. 


Avaliei em 5 ***** no Goodreads e na Wook.  


sábado, 20 de maio de 2017

O Ano da Dançarina - Opinião


Há muito que tinha pensado ler um livro desta autora portuguesa e, ao deparar-me com o livro na montra da livraria onde vou religiosamente quase todos os dias ver as novidades - na Praça do Giraldo em Évora - não hesitei e comprei-o.
 Não fui atraída pela capa - agora percebo o seu significado, mas confesso que não a achei apelativa - e o titulo achei muito curioso. Bom, pensei em colocá-lo na pilha de leitura porque tenho outros em lista de espera, mas "ataquei-o" mal acabei de o comprar. 
O interesse na história - para além de conhecer a obra da autora -, surgiu com o tema. A primeira guerra mundial e a epidemia de gripe espanhola, que coincidem na época, fazem parte das minhas recordações de infância porque o meu avô paterno combateu em França e uma tia avó escapou miraculosamente à gripe espanhola. Foram histórias contadas à lareira que me ficaram na memória até hoje e fazem parte da história da família.
 Quanto ao livro, fiquei rendida logo nas primeiras páginas pela coragem de César Lopes Moreira e, à medida que virava as páginas, ia aprendendo mais sobre a nossa história e entrando na intimidade dos Lopes Moreira, a família protagonista desta história tão nossa e tão bem escrita. 
A autora fez uma pesquisa muito detalhada da época, do ponto de vista politico, económico e social, e integrou-o tão bem no romance que só acrescentou valor ao livro, sem massacrar o leitor. 
Quanto ao enredo é cativante e de leitura compulsiva; adorei ler este livro e decerto lerei outros da autora. Recomendo vivamente a sua leitura. 
Não vou revelar pormenores sobre a história, porque não acho agradável estragar a surpresa a quem estiver interessado em ler. 
Apenas uma dificuldade - que é pessoal - na leitura do livro. O tipo e tamanho de letra que a Marcador usa e o espaçamento entre linhas, torna-se difícil para quem, como eu, já usa óculos para ler, mas trata-se apenas de um pormenor de escolha da editora que já tinha encontrado noutro livro e que a mim me causa alguma lentidão na leitura apesar de ler com 2,5 dioptrias. 

Avaliado por mim em 5 ***** no GoodReads. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

PROMOÇÃO GRÁTIS DE EBOOK !


Por Amor e por Ambição vai estar gratuito no formato ebook nos dias 17 e 18 de Maio de 2017. Para obter o ebook basta ter uma conta na amazon ( não paga para se inscrever) e descarregar a aplicação do Kindle do site da amazon. Pode ler no Kindle, mas se não possuir um aparelho pode ler no smartphone ou no PC. 

Por Amor e por Ambição é um romance passado no mundo das vinhas e do vinho, com tradição, ódios antigos e vinganças à mistura, num ambiente em que o amor surge para provar que afinal há sempre uma segunda oportunidade para quem se desiludiu com o amor. 

Excerto
"Um carro comercial, de marca japonesa, que já vira melhores dias, entrou no pátio da Herdade vinícola, ao mesmo tempo que Núria entrava pelas traseiras, vinda do lado das vinhas, depois de descer a colina do cemitério, atalhando caminho em vez de dar a volta pela estrada.
 Ao deparar-se com aquilo que devia ter sido um carro normal em tempos, estacou junto a uma coluna do alpendre que acompanhava a casa principal. Podia-se dizer que o carro era uma amálgama de batidas e raspagens pelas paredes e que nada indicava que tinha apenas cinco anos, não fosse a matrícula a indicá-lo. Alguém se enganou no trajeto. Apressou-se a dirigir-se para o carro com a firme intenção de dizer ao condutor que fizesse meia volta e deixasse a Herdade, pois estava em propriedade privada, não fosse o condutor embater em alguma parede.  
Antes que conseguisse abrir a boca tinha na sua frente um homem que não devia ter mais de quarenta anos, de estatura média, entroncado, com o cabelo apanhado por um rabo-de-cavalo curto, algumas falripas de cabelo caído nos olhos, que ele teimava em desviar soprando-os, e uns olhos negros como a noite mais escura.   
Núria estremeceu. O homem era medonho e só podia querer confusão. Logo hoje que os trabalhadores andavam na vinha a preparar o terreno para o primeiro dia de vindima e a casa estava sozinha é que lhe aparecia um palerma rude que se tinha perdido na estrada.
Fez-se forte, subiu o peito, tentou crescer uns centímetros além do seu metro e sessenta e cinco e dirigiu-se a ele.
- O senhor está enganado. – disse.
- Sobre o quê? – questionou-a franzindo o sobrolho enquanto tirava uma mala do porta bagagens do carro comercial e a colocava no chão com estrondo fazendo a gravilha saltar.
Parou na frente dela e deixou os braços caídos ao longo do corpo.
- Ande lá senhora, vá chamar a sua patroa.
- Como?! – gritou Núria furiosa. – Quem é você?
- Quem eu sou não lhe interessa, faça o seu trabalho e chame a engenheira Núria Velasco.
Quando percebeu que estava a ser confundida com uma empregada, Núria raspou os pés na gravilha, qual besta enfurecida, pronta para atacar o inimigo. Quanta desfaçatez daquele troglodita! Ele já ia ver com quantos paus se fazia uma canoa!
- Depois de você se apresentar, e dizer ao que vem talvez faça isso. – desafiou-o ficando parada na sua frente, chispando de raiva de tal forma que nem reparou na criança a sair do outro lado do carro.
O homem olhou-a com aquele negrume nos olhos, com ar divertido, e respondeu.
- César Medeiros. Sou o diretor da adega e venho tomar posse do cargo.
Núria ia abrir a boca para dizer que não tinha contratado ninguém com aquela figura para representar a sua adega, mas fechou-a de imediato. Reconheceu o homem da foto do curriculum vitae que selecionara." 

sábado, 13 de maio de 2017

"Music is not fireworks, music is feeling's" by Salvador Sobral


Portugal ganhou o festival da Eurovisão. Ganhou a música, a simplicidade e a beleza de um poema lindo e simples, que fala de AMOR.
Parabéns SALVADOR SOBRAL!

"Music is not fireworks, music is feeling's"

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Um Reino de Sonho - Opinião


Este livro foi um sonho de leitura de entretenimento e ainda bem que foi traduzido para português. Embora a edição original seja de 1989, o livro é intemporal como todas as boas obras de literatura. É um romance de época com muita história pelo meio. Este não chegou a ficar tempo nenhum na minha pilha de livros por ler. Não resisti e passei-o à frente de muitos outros que comprei primeiro.

 A autora teve o cuidado de não mascarar a época com coisas tão desagradáveis para um leitor, como por toda a gente limpinha e sem doenças, ou outros disparates que já li noutros livros mal documentados.  Não haviam estradas, demoravam semanas a percorrer cem quilómetros e as intempéries eram destruidoras, para além de que as doenças grassavam pelo povo.

Numa época em que a Inglaterra e a Escócia eram inimigas desenrola-se uma batalha pelo poder entre o rei Jaime e o rei Henrique, e Royce Westmoreland, o temido Lobo Negro amigo do rei de Inglaterra, tenta conquistar a Escócia pela força. Um dia Jennifer Merrick, uma jovem de dezassete anos, que o seu irmão teve a ousadia de raptar de uma abadia, complica-lhe a vida e ludibria-o até que quase o leva ao cadafalso. Entre batalhas, golpes de astúcia e de poder e justas até à morte, desenrola-se um romance medieval, num cenário de guerra, e que nos prende até à ultima linha do livro e no final nos deixa uma sensação de « não devia ter terminado».


Royce e Jennifer fazem um par romântico tão apaixonado quando bélico e, se um é perigoso pela ferocidade com que mata os seus inimigos, o outro é perigoso pela astucia e manha. Se gostarem da autora e de romance de época, recomendo vivamente que leiam.

Avaliado por mim com 5***** no GoodReads

quinta-feira, 11 de maio de 2017

AMAR PELOS DOIS - Salvador Sobral

Poema de Luísa Sobral, Interpretação de Salvador Sobral

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois

O meu coração pode amar pelos dois


Salvador Sobral, cantou e encantou na Eurovisão e, só pela qualidade da musica, letra e interpretação, vou ficar "agarrada" ao plasma, no próximo sábado. Há muitos, mas mesmo muitos anos, que este Festival Europeu que agora também tem a Oceania ( nada contra a Austrália), não me fazia perder um minuto que fosse. Mesmo que o Salvador não ganhe, para mim já ganhou. Letra e musica brilhantes de Luísa Sobral, e uma interpretação magistralmente bela. Mais palavras para quê?! É um ARTISTA, português!

terça-feira, 9 de maio de 2017

A Doçura da Noite - excerto


(...)Sara olhou para a cicatriz quase invisível, graças ao óleo de rosa mosqueta, e tapou-a com o body de renda preta. Era a sua primeira saída depois daquela noite em que tinha recorrido às urgências e escapara por milagre a uma denuncia de violência doméstica. A noite em que o industrial alemão lhe tinha infligido um corte com uma adaga minúscula na nádega, para que ela jamais o esquecesse, dissera-lhe num inglês com forte sotaque, estava ainda muito presente no seu espírito. Sara admitia que se enganara na escolha daquela noite. O homem era um estupor sádico e de sedutor não tinha absolutamente nada.  
Olhou-se ao espelho e estava tudo certo e no sítio. Cabelo em ondas largas a cair-lhe pelas costas, boca e olhos pintados magistralmente, e umas pernas longas, torneadas a terminarem nos sapatos pretos de salto alto. Ninguém diria que era a tímida Sara Ataíde, designer, especialista em capas de livros, para uma das maiores editoras do país.
Sorriu para a sua imagem refletida no espelho.
 Agarrou a bolsa pequena e as chaves do carro e desceu pelo elevador até à garagem onde estava o seu Audi A6, aquele que só usava nas saídas nocturnas quando se transformava numa mulher sofisticada capaz de arrasar na noite com qualquer homem menos precavido e carente de amor e tornar-se numa depravada, sem pudor, que, para além do prazer que obtinha com os homens, ainda se fazia pagar muito bem.(...) 

Deixo-vos em excerto do próximo livro. Gostava que deixassem opiniões, sugestões e todos os comentários construtivos que quiserem. 

O que vos faz pensar este pequeno texto?


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Novidade - A MULHER DO PLANTADOR DE CHÁ de Dinah Jefferies



Sob a chancela da Topseller, saiu este mês este livro com uma capa lindíssima e com boas criticas internacionais.  

SINOPSE

Um homem atormentado pelo passado…
Uma mulher perante a escolha mais terrível da sua vida.
Aos 19 anos, Gwendolyn Hooper abandona a Escócia para se encontrar com o seu marido, Laurence, em Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chá mais prósperas do império. Mas, ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwen imaginara: os funcionários parecem rancorosos e calados, os vizinhos, traiçoeiros, e o seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios. Com Laurence ausente em trabalho, Gwen explora sozinha a plantação. Ao vaguear por locais proibidos, encontra várias portas fechadas e até um pequeno túmulo — pistas de um passado escondido.


Quando descobre estar grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou a Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver a sua família desfeita. Quando chegar o dia de revelar a verdade, será que ela vai ter o perdão daqueles que ama?


A AUTORA


Dinah Jefferies nasceu na Malásia e mudou-se para Inglaterra com nove anos. Estudou na Birmingham School of Art e, mais tarde, na Ulster University, onde se formou em Literatura Inglesa. Autora bestseller do Sunday Times, colabora com alguns jornais, entre eles o Guardian.

Depois de ter vivido em Itália e em Espanha, regressou a Inglaterra, onde vive com o seu marido e o seu cão, e passa os dias a escrever e a desfrutar dos tempos livres com os netos.

A Mulher do Plantador de Chá, que a Topseller agora publica, foi bestseller do Sunday Times e selecionado para o Richard and Judy Book Club.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

NOVIDADE - JOGOS PERIGOSOS de Simona Ahrnstedt



Adoro descobrir novos autores e desta vez descobri Simona Ahrnstedt, uma rapariga mais ou menos da minha idade e colega de profissão que, tal como eu tem uma paixão pelo género literário. Pode comprar o seu livro aqui. 


SINOPSE
David Hammar é um pirata dos tempos modernos. O multimilionário é arrogante e implacável no seu trabalho, arrasando empresas e pessoas por onde passa. E está agora de olho na Investum, uma das empresas mais antigas da Suécia, fundada pelo aristocrático clã De la Grip. Esta aquisição hostil será a maior e mais arriscada jogada da sua carreira… mas para que tudo corra bem, David precisa de ter um dos membros da família do seu lado. E a jovem Natalia De la Grip parece ser a escolha ideal.

 A elegante e inteligente Natalia fica intrigada ao receber um convite de David para almoçar. Conhece bem a reputação do tubarão financeiro, e pergunta a si própria o que terá na manga… Mas Natalia e David têm mais em comum do que imaginam, e a atração entre ambos é instantânea, dando lugar a um caso tórrido mas perigoso, que irá expor segredos de família e verdades chocantes. Poderá o amor florescer em circunstâncias tão hostis?

Um romance sofisticado, sensual e dramático.

Uma história de amor, vingança, lealdade e preconceito que o vai deixar sem fôlego…

A AUTORA
Simona Ahrnstedt nasceu em Praga em 1967. Seus pais fugiram dos tanques russos com a bebé Simona em 1968, através da Europa, via Viena até Estocolmo, a bela capital da Suécia.

Os pais eram pessoas muito cultas. A sua mãe tinha estudado arte antes de ir para a faculdade de medicina e o pai estudou cinema no Swedish Film Institute.

Simona, por outro lado, interessou-se pelo romantismo e pela psicologia. Estudou psicologia em Uppsala e para melhorar o seu inglês ela  leu livros emprestados de uma amiga, de uma  autora que ela nunca tinha ouvido falar: Judith McNaught.

Simona sempre quis escrever, mas nunca soube em que assunto se focar, ou género literário e, um dia, fez-se um clic na sua mente, e começou a escrever o que ela mais gostava de ler: romances.
Hoje ela é uma psicóloga licenciada, é terapeuta cognitivo-comportamental com formação avançada, e uma escritora escandinava que se tornou best-seller.

Para além disso estudou cinema, direito, checo, alemão e filosofia e também trabalhou vários anos como psicóloga clínica antes de escrever a tempo inteiro, tornando-se assim a primeira escritora de romance da Suécia.

Os seus romances figuram sempre nas listas de bestsellers na Suécia, e Simona tornou-se na porta-voz dos romances escritos por, para e sobre mulheres. É considerada a Rainha Escandinava do Romance. Vive atualmente na Suécia com dois filhos adolescentes e dois gatos siameses.

Opinião em breve. 



domingo, 23 de abril de 2017

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR


O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor (também chamado de Dia Mundial do Livro) é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover a o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.
A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.


Todos os anos são organizados uma série de eventos ao redor do mundo para celebrar o dia. Que tal comemorar este dia lendo um livro?

sábado, 22 de abril de 2017

Novidade - O Ano da Dançarina de Carla M. Soares


Esta autora está na minha lista de leituras há algum tempo e calhou passar por uma montra de livraria e ser atraída pelo nome da autora. Confesso que não gosto muito da capa, mas a sinopse interessou-me bastante e vai ser a próxima leitura. O meu avô paterno combateu na frente francesa o que me deixou ainda mais curiosa sobre o livro.  Pode comprar o seu aqui. 
Opinião em breve.

Sinopse
No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e agitação social e política.

No regresso, Nicolau vê-se confrontado com uma antiga relação com Rosalinda, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista.

Enquanto a Guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e perda, e Nicolau conhece um amor inesperado enquanto trava as suas próprias batalhas contra a doença e os próprios fantasmas. Este é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal.




A AUTORA

Nasceu em 1971, em Moçâmedes, no Namibe. De lá, trouxe escassas memórias e a viagem no corpo.

Formou-se em Línguas e Literatura em Lisboa, tornou-se professora, mestrou em Literatura Gótica e Film Studies e estudou História da Arte num doutoramento incompleto.


Filha, mãe, mulher, amiga, leitora e escritora compulsiva, viaja pelas letras desde sempre.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O que eu aprendi ao publicar na amazon, como autora independente

Quando comecei a pesquisar na internet formas de publicar livros sem me submeter à apreciação de uma editora que, provavelmente, nem me iria responder, encontrei várias plataformas de auto-publicação e, de todas, a amazon foi a que mais me agradou. No entanto, nem tudo foi fácil, até adquirir experiência suficiente para trabalhar com a plataforma – e na posse de todos os segredos –, para começar a vender livros. Publico livros na amazon desde 2013 e durante mais de dois anos, estudei afincadamente tudo que encontrei disponível na Web. Parte do que sei sobre autopublicação, aprendi com outros autores independentes, que não tem receio de partilhar o seu saber, desde autores ingleses, como Nick Stephenson, que partilhou vídeos no seu site sobre alguns truques para começar a vender, até aos vídeos da própria KDP. Acreditem que durante meses não vendi um único livro porque não sabia da importância de pormenores que fazem toda a diferença, tais como as palavras-chave, como se encontram e como devem ser utilizadas. Para quem está a começar, há pormenores que são fundamentais.

1. Escreva o livro sempre num Documento  Word, porque fica com a tarefa simplificada para publicação do ebook, precisando apenas de rever o tipo de letra, o tamanho e de tirar os números de página. Nunca se esqueça de inserir quebra de página, para que os capítulos não fiquem desformatados. Muitas vezes os leitores criticam a formatação do ebook, porque fica confuso de ler. Para converter o seu documento Word num ebook  basta usar o mesmo documento, a plataforma da Kindle, converte automaticamente o seu documento.

2. Formate o livro correctamente
A plataforma da( https://kdp.amazon.com) fornece uma ferramenta online completa para verificar a qualidade do ebook. Basta experimentar e corrigir até o seu livro estar com qualidade de formatação. Ainda não tem uma conta? Vá para Amazon Kindle Direct Publishing, criar uma conta.

3. Compre uma imagem para a capa
Não use imagens da internet com direitos de autor. Para além de poder vir a ter problemas, as imagens precisam de ter no mínimo 1200px por 1900px, senão perdem qualidade se pretender fazer uma versão impressa do seu livro. Costumo usar a Shutterstock, um banco de imagens pagas, mas com preços acessíveis e livre de direitos, inclusive os comerciais. Já usei também imagens do Pixabay, no entanto, como são gratuitas, torna-se difícil encontrar o que pretendemos, mas é sempre uma opção a considerar se não quiser gastar dinheiro.  

4. Criar capa
Criar a capa pode ser algo muito lúdico e simples. Pessoalmente uso o Canva.com que dispõe de templates formatados para livros Kindle e que se adaptam muito bem à capa do livro impresso, caso queira fazer uma cópia impressa. Aconselho a ter uma versão impressa e outra em ebook. Há quem não goste de ler em formato digital. No (Canva.com ) pode adicionar texto à imagem, escolher cores e tipo de letra. Quer misturar figuras como por exemplo colocar um fundo por detrás de uma figura em destaque? Experimente o Photoshop online, tem as ferramentas básicas de corte e esbatimento e é fácil de usar porque oferece tutoriais completos de explicação.

5. Crie a descrição do seu livro.
Observe outros livros que são top de vendas, como referência. Você quer atrair as pessoas para comprar o livro? Então adicione uma descrição que suscite a curiosidade no leitor. Não conte parte da história. Pode sempre modificar a descrição na plataforma se verificar que não funciona.

7. Escolha as categorias
Não sabe como fazer? Em primeiro lugar veja no site da amazon em que categorias estão inseridos os livros semelhantes aos seus. Não insira uma categoria de romance histórico se o seu livro é de auto- ajuda. A plataforma oferece muitas categorias à sua escolha e, mesmo que não encontre uma que se adapte ao seu livro, pode sempre propor à amazon que adicione uma. Já houve autores que o conseguiram. Veja o exemplo de categorias na imagem abaixo. 

Carregue na imagem para aumentar o tamanho. 

8. Escolha o preço
Escolha um preço razoável, nem demasiado baixo, nem demasiado alto. Seja humilde e justo na escolha do preço. Claro que o seu trabalho vale tanto como o de autores consagrados, mas para um escritor iniciante convém ser menos ambicioso. Aos poucos você conquista o seu público e adquire a qualidade suficiente para pedir mais pelos seus livros. Eu comecei com preços altos e depressa tive que baixar o preço. Hoje os meus livros andam entre os dez e os dezoito euros, isto porque a plataforma também define um montante mínimo e máximo para si. Nos ebooks coloco sempre o preço entre 2, 99 euros e 5 euros. Não se esqueça de seleccionar outros países. A plataforma faz o preço de forma automática para as treze lojas virtuais. Por ultimo salve e publique o seu livro.

9 – Crie uma página de autor
Crie uma página de autor no Facebook, no site da amazon, no Pinterest, no Twitter, no Youtube. Quem não existe nas redes sociais como autor, “não existe”. Acredite que por mais resistente que seja à exposição mediática, ela é necessária para singrar como autor independente.

10 - Crie um blogue
Um blogue ou site para divulgação do seu trabalho é fundamental. Pode usar o Wordpress. Com ou o Blogger. No blogue pode publicitar os seus livros e liga-los por meio de links, directamente ao site da amazon. Desde que coloquei os livros no blogue – como amostra de leitura – as minhas vendas aumentaram de forma significativa.

11- Não acredite em mitos

Se lhe disserem que lá porque escreve em português não vai vender, acredite que isso não é verdade. Existem milhares de portugueses e brasileiros espalhados pelo mundo e a amazon abrange grande parte do globo, logo as suas hipóteses de vender são altas. Já vendi livros para o Japão e decerto que não foi comprado por um japonês.

12 – Comentários nos seus livros

Não ceda à tentação de pedir a todos os seus amigos que têm conta na amazon que façam um comentário ao seu livro. A amazon tem uma política muito rigorosa em relação aos comentários e muitos deles não chegam a ser publicados, apesar de muitas passarem. Eles têm forma de perceber se há ligação entre as pessoas. Os comentários que vendem livros são os verdadeiros, aqueles que dizem (Compra verificada), esses sim são genuínos e acredite que os leitores já não se deixam enganar. Torna-se ridículo ver um livro no top de vendas sem que tenha vendido mais de dois livros, só porque tem dezenas de comentários.
 Quanto mais comentários o seu livro tiver e mais vender, mais sobe no ranking, mas não use manobras pouco honestas para o fazer, pode sair em descrédito. 
Também existem dezenas – senão centenas – de sites que oferecem avaliações a troco de dinheiro. A amazon já processou umas quantas por avaliações fraudulentas. No entanto, não existe mal nenhum em pedir uma avaliação honesta a um avaliador TOP da amazon, isto se conseguir chegar até eles. Se ele(a) estiver na disposição de ler o seu livro e gostar, pode ser um bom empurrão na sua carreira.



 Até ao próximo post. Em caso de duvidas deixem comentário que terei todo o prazer em responder. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Páscoa

Origem

O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início da primavera. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. O ovo de chocolate ou ovos de Páscoa, que são uma tradição milenar, passou à ser relacionada ao cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos como os gregos e os egípcios também coloriam ovos de galinha oco, porém, em datas diferentes.

Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte. Da Rússia à Grécia, os ortodoxos costumam pintar os ovos de vermelho. Já na Alemanha, a cor dominante é o verde. A tradição é tão forte que a Quinta-feira Santa é conhecida por Quinta-feira Verde. Na Bulgária, em vez de se esconder os ovos, luta-se com eles na mão. Há verdadeiras batalhas campais. Toda a gente tem de carregar um ovo e quem conseguir a proeza de o manter intacto até ao fim será o mais bem sucedido da família até à próxima Páscoa.

Das tradições da Europa Oriental, o hábito passou aos demais países. Eduardo I de Inglaterra oferecia ovos banhados em ouro aos súditos preferidos. Luís XIV de França os mandava, pintados e decorados, como presentes. Isso iniciou a moda de fazê-los artificiais, de madeira, porcelana e metal, contendo alegras surpresas aos presenteados. Seu sucessor Luís XV presenteou sua amante 33 anos mais jovem, Madame du Barry, com um enorme ovo, o qual continha uma estátua de Cupido. Essas tradições inspiraram também Peter Carl Fabergé na criação dos famosos e valiosos Ovos Fabergé..


Os ovos de chocolate vieram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.

Fonte : Wikipédia.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

UM REINO DE SONHO de Judith McNaught


Chegou aos escaparates das nossas livrarias um novo romance da autora, UM REINO DE SONHO Apesar de ser novo em Portugal, este livro foi escrito em 1989. Não é a primeira vez que faço um post sobre livros desta autora. A tradução é de Mário Dias Correia.  

Sinopse
Chamam-lhe o Lobo Negro. Nunca perde uma batalha. Temido por todos, Royce Westmoreland, duque de Claymore, é um guerreiro inglês intrépido. Tão intrépido que comete a loucura de manter sequestrada a filha do seu maior rival, o chefe do poderoso clã escocês Merrick.

Jenny Merrick pode ter sido raptada do colégio de freiras que frequentava, mas não vai ficar de braços cruzados. A bela e fogosa jovem tenciona lutar com unhas e dentes e destruir este inglês grosseiro que se julga dono de tudo - e o facto é que consegue enfurecê-lo melhor do que ninguém.

Quando, por decreto real, são obrigados a casar, espera-se o pior. A feroz batalha de vontades, porém, não tarda a dar lugar a uma paixão escaldante, mas muito breve… Agora, após uma devastadora traição e uma série de mal-entendidos, Jenny vai ter de decidir a quem deve a sua lealdade…

A AUTORA
Nascida a 10 de maio de 1944 em San Luis Obispo, formou-se em Economia/Negócios na Northwestern University.  Casou-se com um dentista de St. Louis e teve dois filhos, uma filha, Whitney, e um filho, Clayton. Algum tempo depois divorciou-se.

Antes de ter sucesso como escritora, McNaught trabalhou previamente como adjunta numa equipa de cinema, como controladora assistente de uma companhia de transportes, como presidente de uma agência de emprego temporário, e como executiva de uma empresa. Foi a primeira produtora executiva numa estação de rádio da CBS.

Conheceu o seu segundo marido, Michael "Mike" McNaught - do qual adoptou o apelido - enquanto trabalhava como assistente de direcção da equipe de filmagens, de um filme para a General Motors. McNaught era o director de relações públicas da empresa. Entre eles, tiveram sete filhos. Durante anos o marido incentivou-a a escrever mesmo quando os seus romances eram rejeitados pelas editoras, sendo o seu maior apoiante.  

O primeiro livro de McNaught foi “Whitney, My Love” escrito entre 1978 e 1982. Em 1983 conseguiu que uma editora aceitasse o manuscrito do livro e, em 20 de Junho desse ano recebeu a cópia do livro. Meses depois, já com um segundo livro publicado, o marido faleceu vítima de acidente.
O terceiro casamento, com Don Smith, um engenheiro, profissional de golfe, terminou em maio de 1993. McNaught descreveu a separação como pacífica e amigável, e fez uma festa para 160 amigos para comemorar a entrada numa nova fase da sua vida. A partir de 2007, começou a viver em Frisco, Texas. Judith McNaught é uma figura activa nas campanhas de solidariedade, quer com crianças desfavorecidas, quer com outras causas, tais como, cancro da mama e, recentemente começou a promover cursos de alfabetização. Depois de criar uma história secundária sobre alfabetização num dos seus romances, McNaught pediu aos seus editores que incluíssem um cartão de resposta na embalagem do livro. Devido à sua inclusão, milhares de mulheres que haviam lido o livro ofereceram-se para se tornarem tutoras e ajudar as pessoas a aprender a ler. A escritora conta actualmente 72 anos de idade.