sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Barão - Joanna Shupe (Opinião)

SINOPSE
William Sloane, barão dos caminhos de ferro, conseguiu singrar a pulso na sociedade, desafiando todos aqueles que não o julgavam capaz de tal feito - a começar pelo próprio pai.
Mas tem uma insaciável sede de poder, precisa sempre de mais. Agora, parece sentir o chamamento da vida política, e nada o distrairá do seu objetivo. Nada, talvez, a não ser a encantadora trapaceira Ava Jones…

Desde sempre que Ava se aproveita da vulnerabilidade dos mais incautos para ganhar a vida e sustentar os irmãos. Apelidando-se de Madam(e) Zolikoff, convence o seu público de que consegue comunicar com o mundo dos espíritos. Mas Will Sloane parece estar prestes a destruir a sua reputação. Se ao menos ela conseguisse seduzir o deslumbrante milionário, ele guardaria o seu segredo, e, quem sabe, pudesse até tirar partido das habilidades dela para a sua campanha…


Mas conseguirá ela enfeitiçar o arrogante homem de negócios, ou será que ela própria já foi enfeitiçada?

A AUTORA
Joanna Shupe foi sempre fã de História, devorando avidamente romances históricos até ganhar coragem de pegar ela própria na pena.
Desde então, já venceu o prestigiado Golden Heart® Award da Romance Writers of America.
Magnata, o primeiro volume da série Knickerbocker Club, foi considerado um dos melhores livros de 2016 pela PublishersWeekly, o Washington Post e a Kobo.
A autora vive atualmente nos Estados Unidos com as filhas e o marido.





OPINIÃO
Quem já me conhece sabe da minha paixão por livros desde sempre e, desde sempre também fui atraída por uma bonita capa. Não sou nada adepta de capas minimalistas. Em primeiro lugar adorei a capa, mas depois de ler a sinopse, resolvi comprar o livro e desta vez não o coloquei na pilha por ler, devorei-o de imediato.
 ENCANTADOR E MUITO BEM ESCRITO. 
Apesar de o livro pertencer a uma série, lê-se perfeitamente de forma isolada. Foi a minha primeira leitura desta autora e fiquei bastante agradada. Uma história bem documentada no tempo histórico, enquadrada numa época conturbada nos USA e com um ingrediente sempre do agrado do publico feminino: o amor e a diferença social. No entanto o livro tem outro ingrediente, mais picante  - o erotismo -, e que neste livro é bastante explicito. Para quem gosta de livros eróticos que misturem, romance, história e até uma parte policial, este é perfeito.

Avaliado por mim em 5***** na Goodreads e na Wook. 

PS. Enquanto não existem novidades nos meus livros, divulgo o que vou lendo, mas, fiquem atentos, estou a finalizar o primeiro rascunho de A DOÇURA DA NOITE e, lá para o final do ano vai sair o livro. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ao Fechar a Porta - Opinião

Há muito tempo que não lia um thriller tão bem concebido, com um tema que não é assim tão distante da realidade como julgamos.
Confesso que o meu "olho clínico" desconfiou logo da personagem masculina numa primeira apresentação, mas...há sempre um mas...afinal o homem parecia ser mesmo boa pessoa.
É um livro de dar pulos na cadeira - ou onde quer que o esteja a ler - e, a autora fundamentou-se muito bem para criar um psicopata daqueles que dão arrepios de medo. O tema da violência doméstica vem à baila numa forma que se encontra muitas vezes na prática clínica, se bem que, nem sempre assume contornos tão macabros. Os psicopatas do quotidiano existem, estão escondidos por aí, na mente de pais, filhos, maridos, amantes, etc, mas raramente chegam a matar alguém. Não desvendo mais para que possam usufruir desta leitura arrepiante e compulsiva. Confesso que li o livro em dois dias e que perdi algumas horas de sono para o terminar. Quem me conhece um pouco sabe que sou apaixonada pela mente humana e por um bom thriller.
Recomendo e avaliei em 5*****


A AUTORA


B. A. Paris, de ascendência franco-irlandesa, nasceu e cresceu em Inglaterra em 1958. Foi viver para França, onde trabalhou durante alguns anos num banco internacional até se formar como professora e fundar uma escola de línguas com o marido. Este é o seu primeiro romance, que teve um excelente acolhimento por parte da crítica literária e um retumbante sucesso mundial, com mais de um milhão de exemplares vendidos. A sua publicação está assegurada em mais de 35 países e tem direitos vendidos para o cinema. B. A. Paris vive em França com o marido e as cinco filhas de ambos.


Sinopse

Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. A paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

domingo, 1 de outubro de 2017

Novidade - A Última Viúva de África



SINOPSE
Alice Oliveira, nascida e criada no Minho, num meio pobre e sem outros horizontes a não ser o casamento com algum camponês borrachão e a criação de uma enorme e desgraçada prole, ou o trabalho duro nas fábricas locais, cedo tomou as rédeas do seu destino.

Nos anos cinquenta do século passado terá emigrado para o continente africano, pertencendo ao reduzido número de portugueses que permaneceu na antiga colónia belga do Congo após a independência.

Conhecida nesses tempos por Madame X pelas autoridades portuguesas, para quem trabalhava como informadora, e por Kisimbi, a «mãe», pelos mercenários que combatiam em prol da secessão do Catanga, ela permanece uma figura misteriosa, que ganha contornos bem definidos neste romance, A Última Viúva de África, onde se recria o percurso de vida, os motivos, os encontros e desencontros e a rede de contactos que fizeram dela a amante frustrada do continente africano, a viúva branca de um paraíso perdido com a descolonização.

O AUTOR


Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes, nasceu a 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e Guiné. O seu romance Nó Cego (1983) tornou-se de referência obrigatória na ficção portuguesa sobre a guerra colonial.
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, e colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme Capitães de Abril.

É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, como Carlos de Matos Gomes e em coautoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra Colonial, Os Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra.

domingo, 24 de setembro de 2017

Jardines de La Luna



Disponible en breve en español na Amazon, Kobo, Barnes and Noble. 

Sinopsis de Jardines de la Luna

“Fines del siglo XVIII en Portugal, en la llanura alentejana. Isabel Rebelo, la segunda hija de un Señor de Mayorazgo, ingresa al convento por orden paterna para no tener que darle un dote. El derecho sucesorio a la herencia paterna incluye sólo al primogénito varón y a Isabel le queda solamente el convento. Cinco años más tarde, se niega a hacer los votos definitivos y la madre superiora le indica un lugar de maestra en una casa señorial, sin el consentimiento de su padre. Al llegar al solar se encuentra con un Conde aún joven que desborda una virilidad que la vuelve loca. Isabel comienza un juego de seducción y erotismo con Su Señoría, capaz de hacer enrubecer a la más depravada de las meretrices.
Pero ella tiene secretos que el Conde Manuel Alfonso de Barbosa desconoce y los problemas empiezan cuando el codicioso Señor de Mayorazgo, padre de Isabel, contrata a un gitano para encontrarla y extorsionar al Conde.
Cuando la pasión y la lujuria dan lugar al amor, sus vidas comienzan a unirse y el Conde tiene que tomar una decisión difícil para su vida. ¿Parte hacia Brasil con su sobrina para cuidar las haciendas y se arriesga a perder a Isabel para siempre o se queda y asume la pasión que lo consume, enfrentando los miedos que lo persiguen hace años?

domingo, 17 de setembro de 2017

Kindle Week - Promoção da AMAZON BRASIL


Caros leitores, de 18 a 24 de Setembro, a AMAZON BRASIL, vai promover alguns livros, entre os quais estão alguns dos meus. A promoção consiste numa baixa significativa do preço dos ebooks. Aproveite a promoção aqui. 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Promoção de Ebook - Florbela Espanca

Sinopse

Florbela Espanca é a história de uma mulher poeta que não gostava de ser chamada poetisa. É a história de uma dor sem nome, avassaladora e incompreendida. Florbela, ou Bela como lhe chamavam é uma menina nascida de uma relação extraconjugal, sendo criada pela mulher de seu pai que nunca a terá aceite. Filha bastarda, nunca foi legitimada legalmente pelo pai a não ser depois da sua morte. Do sentimento de rejeição nasce a quimera: o sonho de ser amada incondicionalmente e uma escrita transbordante dos afectos do seu interior, uma dor sem fim. Bela persegue o sonho de ser amada até à sua morte. Casa três vezes e por três vezes encontra a desilusão e, para agudizar o seu sofrimento, o irmão - único amor sincero que conhece - sofre um acidente de avião e morre. Não é reconhecida como poeta e afunda-se na agonia da neurose e da depressão. Exalta a morte na sua escrita a morre aos 36 anos sem encontrar o amor perdido na infância.
O livro está dividido em três partes. A primeira com uma biografia romanceada sobre os factos que se conhecem da vida da poetisa alentejana, uma segunda parte com um trabalho de psicanálise da origem da neurose de Florbela e uma terceira com uma galeria de imagens.


A autora do livro, apresenta uma biografia romanceada com base na investigação feita sobre a sua vida e obra em 2007.

domingo, 10 de setembro de 2017

NOVIDADE: Whitney, Meu Amor de Judith MacNaught


Quase a chegar aos escaparates das livrarias, uma nova obra da autora, traduzida para português. Já está em pré- venda com desconto. Veja aqui. 


SINOPSE

Whitney Stone é uma jovem de personalidade forte. Algo que o pai, um homem frio e calculista, não tolera. Decidido a acabar de uma vez por todas com a paixão que a filha nutre pelo vizinho Paul, envia-a para Paris. Sob os cuidados e carinho dos tios, a trapalhona e reguila Whitney transforma-se numa mulher lindíssima. A sua sensualidade e carisma conquistam a sociedade parisiense e captam a atenção do poderoso Duque de Claymore. Mas o coração de Whitney há muito que está tomado por Paul. Essa é, pelo menos, a convicção da jovem. Até ao dia em que dá por si a sentir-se tentada pelo duque - uma atração que a delicia e perturba, pois é a primeira vez que percebe que o seu coração tem uma vontade muito própria. Já o duque não tem qualquer dúvida. Ele deseja Whitney. E planeia tê-la, não obstante o crescente número de obstáculos, que incluem o "pormenor" de ela estar apaixonada por outro homem, a apreensão da tia e os planos do pai ganancioso, que, para se salvar da ruína, faz um acordo secreto. A moeda de troca? A sua filha…

Whitney, Meu Amor é obra que deu início à meteórica carreira de Judith McNaught. Os leitores vão rir, chorar, desesperar e emocionar-se com este romance absolutamente formidável.


FICHA DO LIVRO

Whitney, Meu Amor
de Judith McNaught
ISBN: 9789892339948
Edição ou reimpressão: 09-2017
Editor: Edições AsaIdioma: Português
Dimensões: 155 x 235 x 28 mm
 Encadernação: Capa mole 
Páginas: 640
Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance

domingo, 3 de setembro de 2017

Os fantásticos livros voadores de Mr. Morris Lessmore



Curta-Metragem vencedor do Oscar mostra o poder que os livros podem ter nas crianças


Uma história bem contada pode mudar a vida de uma criança. Ainda mais se for uma incrível história que mostra a importância que os livros podem ter. Alguns podem encantar e iluminar a vida das pessoas, principalmente das crianças, com sua imaginação. Este é o caso da animação The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, um curta-metragem de animação ganhador de um Oscar e dirigido por  William Joyce e Brandon Oldenburg.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Rapariga de Times Square


Sinopse
A vida de Lily é virada do avesso com o desaparecimento da sua companheira de casa, revelações incríveis sobre a família e uma descoberta pessoal, o que a afetará para sempre. E se tudo aquilo que soubesse sobre a sua vida fosse mentira? Conheça Lily Quinn... Está falida, luta para acabar a faculdade, pagar a renda e encontrar o amor.

À deriva na agitada cidade de Nova Iorque, as coisas mais interessantes na vida de Lily acontecem às pessoas que a rodeiam. Mas ela adora a sua vida sem objetivos até Amy, a melhor amiga e companheira de casa, desaparecer. É assim que Spencer Patrick O’Malley, um cínico detetive da polícia de Nova Iorque, que já viu melhores dias e tem os seus próprios demónios, entra no mundo de Lily. E uma inesperada reviravolta financeira, que deveria trazer-lhe alegria, transforma-se afinal num mau presságio das forças malignas que se aproximam dela.


Mas o destino de Lily não fica por aí. Vê-se ainda a lutar pela própria vida quando a busca de Spencer por Amy se intensifica, levando-a a questionar tudo o que sabia sobre a amiga e a família. E revelações surpreendentes sobre quem ama forçam-na a confrontar a verdade que a mudará para sempre.

A AUTORA

Paullina Simons nasceu em 1963 em Leninegrado, na antiga União Soviética, e emigrou para os Estados Unidos aos dez anos. Durante a sua infância sonhava em ser escritora. Após concluir o seu curso universitário em Ciência Política, trabalhou como jornalista financeira e tradutora, até concretizar o seu sonho de menina. O seu primeiro romance foi publicado e tornou-se imediatamente num sucesso internacional.
Vive atualmente em Nova Iorque com o marido e os quatro filhos.





OPINIÃO:
Confesso que há algum tempo que andava para comprar um livro desta autora e como gosto de livros grandes - demora mais a ficar de ressaca literária - escolhi este. São 556 páginas de uma história que vale a pena ler. Ao inicio achei um pouco monótono, mas como raramente desisto de um livro, persisti. Valeu a pena. Lily e Spencer formam um par amoroso, inusitado e que demonstra bem como o amor é curioso nas suas escolhas. O livro aborda duas problemáticas sensíveis ( cancro e alcoolismo) e a junção das duas é trabalhada de uma forma magistral. Na minha opinião a autora podia ter reduzido o numero de páginas para não cansar tanto o leitor, mas no geral o livro está bem conseguido. A autora tem uma escrita rica de emoções e deduções; a voz interior dos personagens é fantástica e o final é surpreendente. Vou ler outros da autora de certeza.  

Avaliação - 5***** 


domingo, 20 de agosto de 2017

Excerto do livro " A DOÇURA DA NOITE"



Excerto do livro " A DOÇURA DA NOITE", o meu próximo lançamento, ainda sem data definida. Um livro que aborda as perversões narcísicas.  

"Carlos Borges tinha toda a simetria necessária, feições másculas e músculos definidos, tudo o que o sexo oposto admirava. Mas, no entanto, estas maravilhas escondiam uma mente dominada por um preconceito venenoso: um desdém pelas mulheres, profundo e real, que ia além de tudo o que podia ser considerado saudável. Era um preconceito formado desde a sua meninice e os longos anos de abandono materno. Nenhuma mulher que fitasse aqueles olhos negros adivinhava os sentimentos de hostilidade que eles ocultavam; pelo contrário a maioria ficava com uma impressão de sensualidade, cavalheirismo e uma promessa de amor compreensivo e de protecção a qualquer preço"
 
BREVE EXPLICAÇÃO TEÓRICA SOBRE AS PERVERSÕES NARCISICAS
O que são perversões narcisicas?

O que define uma perversão narcísica? Clinicamente, o que é um indivíduo perverso? Uma perversão pode ser entendida como uma perturbação crónica do comportamento sexual, em que a expressão de uma “pulsão perversa”, de natureza agressiva, é condição necessária para que o sujeito atinja a excitação sexual e o orgasmo. De outra forma, não sente qualquer prazer, pois o prazer não está ligado aos afectos (ao amor), às relações humanas ou à intimidade. Podemos talvez dizer que, no mundo interno do sujeito, a sexualidade e a agressividade (ódio) estão “confundidas”, estando essas experiências sexuais muito aquém daquilo que é verdadeiramente uma sexualidade adulta.

Uma das características básicas do perverso é a ausência de consideração pelo outro. Este só serve ao perverso para descarga (sexual e agressiva). Esta instrumentalização/desumanização do outro implica não tomar em conta a sua vontade e o seu desejo; aliás, quanto mais o perverso desvia o outro das suas práticas habituais, mais gratificante se torna o acto. Assim, para uma grande percentagem dos perversos narcísicos, a sexualidade é um acto solitário, maioritariamente masturbatório, já que, incapaz de vivenciar a intimidade, não existe a ligação ao outro. Fazem amor consigo próprios.

Verifica-se com frequência que, na história do perverso, entre mãe e criança o vínculo foi agressivo, e não de amor. Diz-se que a perversão é a patologia do ódio, porque o vínculo com o objecto primário é um vínculo de ódio. A perversão é uma forma erótica de ódio, em que o meio utilizado para descarregar esse ódio é a humilhação e agressão do outro (representando esses comportamentos o ódio inconsciente ao objecto materno). Para além disto, há no perverso uma ferida narcísica (ou seja, inconscientemente, o sujeito não se ama a si mesmo, sentindo-se inferior) fundamental para a compreensão desta patologia. Tendo por base um vínculo de ódio, a relação básica entre mãe e filho falhou e este foi maciçamente desnarcisado – foi rejeitado/mal-amado. Essa desvalorização primária (em tenra idade) a que foi exposto faz com que o perverso, enquanto adulto, humilhe o outro, vingando-se pelo ataque como forma de reconstruir o seu próprio narcisismo.


Alguma vez lhe aconteceu ter uma relação amorosa que se iniciou como um conto de fadas, em que a outra parte parecia ser encantador(a), sedutor(a), saído de um conto de fadas?

Passado algum tempo, passa a ser uma relação marcada por conflitos, em que se sentia atacada(o) e afectada(o) na sua auto-estima, sem motivo aparente, e caso ripostasse, sofresse o “tratamento silencioso” em que a outra parte, não respondia aos seus apelos à sua ansiedade e necessidades, e que aos poucos se sentia como se fosse menos que lixo?

Possivelmente estava numa relação com uma pessoa com transtorno de personalidade perverso narcísico. 

Quando se fala num D. Juan ( D. Juan de Sevilha), como sendo alguém muito atento e galanteador com as mulheres, na verdade está-se a falar de um perverso narcisico. Pode saber mais sobre o D. Juanismo aqui. 


Na actualidade podemos falar de um D. Juanismo de saias também. Existem mulheres com comportamentos de sedução tal como os homens, motivadas pelo ódio, e não pelo amor. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que faz uma escritora feliz?

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Por mais que se diga que o que faz um escritor feliz - ou um grande escritor -  é produzir obras primas de literatura, grandes pensamentos e criticas à sociedade, quase todos os grandes romancistas do passado só foram considerados como tal a titulo póstumo, salvo algumas excepções. 
Felizmente no século XXI, temos grandes romancistas vivos e a produzir. Não pertenço a nenhuma das duas categorias - grandes romancistas vivos ou mortos - , mas sou uma escritora de romances, modesta quanto baste, pois tenho alcançado alguma sucesso de vendas como independente. 

 Então cá vai! Na minha modesta opinião, o que faz um escritor feliz - para além das vendas - , são as criticas positivas, sentir que os leitores gostaram do que escreveu, independentemente do objectivo com que o fez, e do conteúdo que escreveu. acreditem que há leitores para todos os escritores e géneros literários. Penso que aos poucos - em quatro anos - tenho conquistado alguns leitores, coisa que nunca julguei possível. Hoje, passados quatro anos de auto publicação, acredito no MILAGRE.  
Já disse por aqui, mais do que uma vez, que escrevo por necessidade e que o farei enquanto tiver histórias para contar. Também já disse - desculpem se me repito - que sou uma romântica convicta, como tal, só poderia escrever romances. 

Pois caros leitores - vaidade à parte - hoje encontrei algumas pérolas sobre os meus livros. Pérolas essas, que são comentários com 5 estrelas. Como sabem, comecei a escrever com o pseudónimo de AMBRA BLANCHETT, e ainda tenho alguns títulos publicados com esse nome. Hoje, depois de estar algum tempo sem verificar se haviam comentários - o escritor morre de medo deles -, nos meus livros descobri A PRENDA DA NOIVA com três comentários novos de cinco estrelas, na amazon americana e em inglês. Obrigado desde já aos leitores, que com certeza serão luso descendentes ou brasileiros, porque só escrevo em português. 
Portanto, esta escritora, é feliz com estas manifestações de carinho dos leitores. 
A todas (os) MUITO OBRIGADO!! 

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Segredos de Família - Romance

Sinopse

Núria é uma viúva, jovem e bonita, que assume a gestão da adega desde que o marido faleceu. Na tradição familiar essa função era atribuída ao filho varão mais velho, mas o irmão de Núria recusa-se a abandonar o seu trabalho para se dedicar as vinhas.

Depois de constatar que não conseguia gerir a adega da Quinta da Tapada sem ajuda especializada, contrata um director geral, César Medeiros - famoso por erguer grandes empresas -, que a põe à prova de cada vez que se cruzam. Entre palavras de ironia, gargalhadas, lutas pelo poder, e a resolução de mistérios que vão surgindo na adega, um dia, sob o efeito metonímico do vinho, na cidade mais romântica do mundo, acontece algo que altera a relação dos dois para sempre…



                                                                      CONTRA CAPA


Nota da autora: 

SEGREDOS DE FAMÍLIA aborda as tradições familiares baseadas em fortes componentes culturais, nomeadamente a herança de pais para filhos nos negócios familiares, cujo legado quase sempre era deixado aos filhos homens. O mundo das vinhas e da enologia, é um mundo de homens, mas, amiúde surge uma mulher que também dá cartas nessa matéria e, é em homenagem a algumas dessas mulheres que conheço que escrevi este romance.
 Por conveniência do enredo a autora acrescentou um pouco da história da guerra civil espanhola e dos refugiados que se recolheram em terras alentejanas sob a protecção de um guarda fronteiriço em terras de Barrancos. E, como em todos os livros da autora, as motivações humanas, a cobiça, a ganancia, o vicio, o desgosto e o luto e a luxuria, estão presentes neste livro mais lithg do que alguns da autora.  É uma leitura de Verão que retrata a paisagem alentejana e o mundo das vinhas nesta região de Portugal. Podem adquirir o livro em todas as lojas da amazon

* Disponivel em ebook e papel. 

Até ao próximo post. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Diário de Viagem - da Alemanha à Áustria

O Pérolas para a Alma, oferece-vos hoje imagens e impressões sobre o castelo que inspirou o castelo da Disney e cuja imagem já devem ter visto em inúmeras capas de livros. Recentemente  UM REINO DE SONHO de Judith MacNaught exibe este lindo castelo na capa.

Como estava a pouco mais de cento cinquenta quilómetros do castelo fui visitá-lo. Partindo da Suiça, do outro lado do lago Constança, chegar lá é fácil. Felizmente as auto-estradas na Suiça e na Áustria não se pagam, e a viagem faz-se rapidamente, sempre acompanhados por paisagem idílica.









Luís II da Baviera, prometeu a Richard Wagner - segundo consta - recuperar as ruínas de um antigo castelo e o resultado foi este.

Pode-se chegar ao castelo de duas formas: a pé, ou de autocarro pago. Optei por subir no autocarro, e descer a pé. A subida é íngreme e imagino que deve ser penosa, demorando mais de uma hora a chegar lá. Já a descida é fácil e sempre à sombra por dentro da floresta negra cujas árvores dão um ar misterioso a todo o cenário. Quem não se lembra das lendas inspiradas na Floresta Negra, como Hensel and Gretel, que se perdiam na floresta e encontravam uma bruxa que os queria comer? Pois a floresta negra, é tão extensa que abrange milhares de quilómetros.
O Castelo está em obras na fachada fronteiriça e foi impossível fotografar as belas cores de vermelho que exibe.

Com o tempo limitado, optei por não entrar no interior do castelo, a fila tinha mais de um quilómetro de extensão e o tempo de espera equivalia a umas quatro horas de pé na estrada de acesso ao castelo. Demasiado penoso para ver um interior que parece que desilude, segundo algumas opiniões recolhidas em blogues.  Por esta informação podem imaginar a afluência de visitantes que o monumento possui. Nesta zona existem mais dois castelos, mas este é o mais visitado, fruto da publicidade da Disney.

ÁUSTRIA 

Depois desta visita fotográfica, o destino foi a Áustria, mesmo ali ao lado e, a cidade escolhida Innsbruk. Foi difícil fazer esta viagem pelas montanhas - montanhas que lembram a Heidi da autora Suiça Johanna Spyri e que os estúdios japoneses transformaram nos famosos anime que deram a volta ao mundo -, principalmente porque parece que a Áustria está em obras ao longo de todas as suas estradas.




Innsbruk é uma cidade presa num vale entre os Alpes tiroleses e só pode crescer em extensão. O centro da cidade é medieval, tem vestígios romanos com o seu belo Arco do triunfo e na verdade não fiquei muito impressionada com a parte moderna.
 À excepção do centro antigo - belíssimo - é uma cidade como qualquer outra. Muito turismo de todas as nacionalidades e as esplanadas sempre apinhadas de pessoas, são um forte indicador do poder de compra. Aliás, desde França até aqui, nota-se o poder de compra deste lado da Europa e não são só os turistas a encherem os restaurantes, os habitantes locais também o fazem.
Neste lado da Europa, a riqueza está melhor distribuída até que, comparativamente a Portugal os ordenados mínimos são o triplo do que se ganha por lá e claro que o nível de vida é mais caro.
Viajar é bom, não só porque se lava a vista e se adquire lições de historia e geografia, mas também porque podemos pensar na forma como vivemos no nosso país, comparativamente ao que observamos e não "engolir" facilmente as patranhas que nos querem impingir de sermos preguiçosos e produzirmos pouco. Estes países respeitam ao máximo as leis do trabalho e quem trabalha e, para bom entendedor meia palavra basta. Certamente terão coisas menos boas, mas o que se vê são pessoas na rua, descentralização - não existem cidades macrocefalas - e poder de compra.




Até ao próximo post. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Diário de viagem - Aventura Alpina

Pérolas para a Alma não é só livros. 
Como prometido, cá está o diário ( neste caso é quase um semanário), da nossa aventura Alpina. Por dificuldades de acesso à internet, só agora foi possível fazer o post. Este ano a viagem foi à zona Alpina compreendida entre a França e a Áustria.  Começamos por Genéve e tivemos o primeiro entrave com as telecomunicações. Tínhamos comprado previamente um cartão de dados móveis para toda a europa e... surpresa - não funcionou. Ao usarmos o telemóvel com os nossos dados, ficamos a saber que pelo envio de um email de um paragrafo tínhamos pago a módica quantia de cinquenta euros. Depois de digerirmos o mau estar com as telecomunicações portuguesas, uma vez que não tem acordo com a Suiça, lá partimos à aventura. Com tudo marcado pela internet - inclusive o aluguer do carro - foi só ligar o GPS do Ipad e rumar à França.  
Como o país é muito caro, ficamos alojados em terras de França na Haute Savoie ( Alta Saboia) e dali conseguimos visitar as cidades medievais que existem no lago Annecy e no lago Léman. É impressionante ver como os Franceses cuidam do seu património e como apostam no turismo de qualidade, sem descaracterizarem as suas vilas. 




 Imagem de Annecy
 Annecy
 Montanha
 Montanha

 Evory - aldeia medieval no lago Léman, do lado frances
 Lago Léman - vista do lado Suiço
 Mont Blanc - glaciar

 Castelo Chillon perto de Montreaux na Suiça
 Aldeias rurais


 Montreaux - Suiça

 Floresta Alpina

A ultima cidade visitada nesta primeira parte da viagem foi AOSTA na Itália. Uma cidade com alguns monumentos da época romana e que apostou no turismo de inverno. Nesse dia, atravessamos o túnel do Monte Branco, cerca de 12 Km e pasmem: a travessia destes doze quilómetros custa 44 euros. O túnel está sujeito a regras de segurança muito apertadas e confesso- vos que é assustador. Não quero repetir a experiência. 


 Aosta - Itália


O que é que se faz por estas bandas de verão? Aprecia-se a paisagem de um verde a perder de vista,  a arquitectura característica da Saboia e visita-se as vilas históricas, e pode-se usufruir das praias nos lagos, como Annecy, que tem várias  muito agradáveis com relva e, sobretudo, descansa-se. 
Hoje percorremos 400 km para este e estamos no lago Constança. Avistamos a Alemanha e a Áustria. 
Dentro de dias dou noticias desta região. Até lá. 
Ah, antes que me esqueça, tenho continuado a escrever  A DOÇURA DA NOITE. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A autora em Viagem

Dia 27 de Julho a autora vai estar em viagem pela Suiça, França, Áustria e Lichtenstein. À semelhança de outras viagens que fiz, conto deixar aqui pequenos apontamentos, sobre as visitas. 
Viajar é bom e dá saúde mental. 
Até ao próximo post. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

CONFIA EM MIM - OPINIÃO


Mais uma vez, Lesley Pearse deu-nos uma obra onde é possível perceber o calvário de milhares de crianças inglesas que foram deportadas para orfanatos australianos - e noutros países - vivendo as maiores provações que uma criança pode viver: afastamento da família, falta de afecto, maus tratos físicos, psicológicos e sexuais. A autora retrata essas vivências, através da história de Dulcie e May, duas irmãs, filhas de um condenado, que foram afastadas do pai sem autorização do mesmo. Ao longo do livro passei por momentos de raiva, incredulidade, e de impotência perante as descrições. A intensidade com que Lesley descreve as suas personagens e as situações vividas, coloca-nos lá, no tempo dos acontecimentos conseguindo entender o sofrimento daquelas crianças. O livro não é para "espíritos fracos", mas vale a pena ler, pois é uma lição de história que não deve ser esquecida para que não volte a repetir-se.

Avaliado em 5***** no Goodreads, por mim. 

Imagens retiradas da web 
"De acordo com o Programa de Imigração Infantil, encerrado há apenas quatro décadas, a Grã-Bretanha enviou crianças pobres para uma "vida melhor" na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul e Zimbábue (antiga Rodésia).

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO INFANTIL NA GRÃ-BRETANHA

A Grã-Bretanha é o único país com um histórico prolongado de imigração infantil - foram mais de cinco séculos
Em 1618, 100 crianças foram enviadas de Londres para Richmond, na Virginia, EUA
Um total de 130 mil foram enviadas para o Canadá, Nova Zelândia, África do Sul, Zimbábue (antiga Rodésia) e Austrália
No pós-guerra, 7 mil foram enviadas para a Austrália e 1.300 para a Nova Zelândia, Rodésia e Canadá
Muitas das crianças já estavam aos cuidados de instituições públicas após terem sido retiradas de suas famílias pelo Estado ou abandonadas pelos pais.

Forçadas a embarcar nos navios que as levariam para a Austrália, muitas das crianças ouviam das autoridades que seus pais estavam mortos - o que, em grande parte dos casos, não era verdade.

A maior parte dos pais não sabia que seus filhos, alguns com apenas três anos de idade, haviam sido enviados para a Austrália.

Agências de assistência trabalhavam com o governo para enviar crianças carentes para um futuro risonho e suprir o que na época era considerado "bom sangue branco" para uma antiga colónia.

Margaret Humphreys, fundadora do Child Migrants Trust, entidade que oferece assistência às vítimas da política de imigração forçada, viajou da Grã-Bretanha para a Austrália para ouvir o pedido de desculpas do premiê australiano.

"Temos feito campanha há 20 anos por um reconhecimento desse tipo e com essa seriedade".

"Este é um momento significativo na história da imigração infantil. O reconhecimento é vital para que as pessoas se recuperem".

Fonte : http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/11/091116_australia_childmigrants_mv.shtml