terça-feira, 23 de julho de 2019

NOVIDADE - "Uma Estrela na Noite de Kristin Hannah"

Kristin Hannah

SINOPSE

Tully Hart e Kate Mularkey eram amigas inseparáveis. Agora, anos mais tarde, Tully tenta lidar com a perda da sua melhor amiga e cumprir a promessa que lhe fez de apoiar os seus filhos - mas Tully desconhece o que é ser mãe, ter uma família e preocupar-se com os outros. Marah Ryan, a filha de Kate, anda tão perdida na sua dor como Tully. Dorothy Hart, a mãe de Tully, é uma mulher instável que abandonou a filha muitas vezes no passado, mas reaparece desesperada por uma oportunidade de ser boa mãe.

Uma tragédia irá unir estas três mulheres e colocá-las num momento da vida poderoso e de redenção. Todas elas estão desnorteadas e vão precisar umas das outras - e talvez de um milagre - para transformar as suas vidas...

A AUTORA



Kristin Hannah nasceu em 1960 no sul da Califórnia. Aos 8 anos a família mudou-se para Western Washington. Trabalhou em publicidade, licenciou-se em Direito e trabalhou alguns anos em advocacia, em Seattle. Quando a gravidez a obrigou a ficar de cama durante vários meses, Kristin retomou uns textos antigos que tinha escrita em parceria com a falecida mãe, que sempre dissera que ela seria escritora. O marido encorajou-a e assim que o filho nasceu, Kristin abandonou a anterior atividade profissional e dedicou-se à escrita a tempo inteiro. O primeiro êxito surgiu em 1990 e desde então que a sua profissão é escrever. A autora já publicou 19 romances. Ganhou prestigiados prémios como um "Rita Award" (Romance Writers of América) em 2004 com Between Sisters, e o National Reader's Choice. A sua obra está traduzida em várias línguas. Vive com o marido e filho na costa noroeste dos Estados Unidos.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Jogos Secretos - Paperback


O meu último livro, lançado em Junho passado, já está disponível em papel em todas as lojas da amazon e o ebook já tem uma avaliação de 5*****.

Sinopse 


À beira dos trinta, Cármen tinha duas paixões. As motas e o trabalho. Perde o trabalho sem perceber porquê e resolve pegar a sua mota e partir para o deserto em busca de paz e de respostas aos dilemas da vida, da sua vida. O problema começa quando o marido não a deixa viajar sozinha. Ao chegarem a Ouarzazate conhecem Jamal Du Sud, um berbere guia de excursões ao deserto que vem revolucionar a vida do casal. Nesse mesmo dia, chegam ao Riad de Ema Ventura, a amiga de Cármen, dois motards portugueses que criam um verdadeiro caos na vida de todos...e a partir dessa data ninguém é mais o mesmo... Venha conhecer mais um episódio da vida no deserto desta vez protagonizado, por Ema e Hamed (personagens do livro anterior) e Cármen, uma nova personagem que vem apimentar a vida em Oaurzazate.  O Jogos Secretos - à semelhança de O Homem do Deserto, é um thriller que mostra o ser humano no pior que ele possui. Enrosque-se no sofá, tome a sua bebida preferida e viaje até ao deserto.



segunda-feira, 15 de julho de 2019

Como sobreviver aos haters literários

Se você é escritor independente, ou mesmo que publique com a chancela de alguma editora convencional, já deve ter recebido criticas. Umas justas, outras menos justas, e algumas bem fundamentadas de quem leu de fato a sua obra. Essas são as criticas normais de quem leu e gostou ou não. 
 E criticas a destilarem ódio, daquelas que até mirram o ego mais forte? Sim. Bem vindo ao mundo da escrita. 
Se o mundo fosse perfeito - o mundo literário - os escritores só receberiam criticas justas, mesmo que o leitor não goste do seu livro. Mas não é. Então o que se deve fazer quando se recebe uma daquelas que além de mostrarem as falhas do livro - e até aí tudo bem- , se referem ao autor como se fosse a pior pessoa ao cimo da terra, que engana os leitores e o acusa de desonestidade intelectual?
E quando escrevem que os personagens são uma merda, mal construídos e que o livro não vale nada?
E quando encontram erros propositadamente mesmo quando você já pagou até uma revisão oficial?
Poderia ficar aqui a citar imensos exemplos que não acabaria. 
Até entrar neste mundo  da escrita independente, não fazia ideia que existiam pessoas a espalharem ódio em criticas como se estivessem a fazer um favor ao mundo. Pois bem, existem e muitas. Há uns anos, mandei traduzir o livro meu para inglês e publiquei-o na amazon. As primeiras duas criticas, nem sequer se referiam à história. Aliás, pelas observações, percebia-se que as pessoas não tinham lido, estavam apenas a destruir. Confesso que fiquei incomodada - posteriormente a amazon retirou aqueles dois comentários por os considerar abusivos - , e durante um tempo considerei não voltar a publicar. Entretanto fiz bastante pesquisa sobre o tema e descobri que existe uma espécie de críticos " Haters" ou espalhadores de ódio que infestam a amazon e até a própria GoodReads, tentando destruir o trabalho dos autores. Há até quem vá mais longe e diga que alguns são pagos para o fazerem. 

Como é que você descobre quem são esses haters?

Simples. Se avaliar uma série de comentário sobre um determinado livro, consegue perceber que um leitor não gostou de um livro e lhe deu duas ou uma estrelas, explica porquê não gostou, mas não denigre o livro, alguns inclusive têm o cuidado de explicar que o fato de terem classificado com duas estrelas, outro leitor pode classificar com quatro ou cinco, porque gostos não se discutem e são subjectivos. 

O que é que deve fazer quando se cruza com um destes críticos? 

Nada. Sim nada. Se considera o comentário abusivo, pode sempre denunciar a situação à amazon. Mas nem sempre os comentários são retirados, por isso o melhor é não fazer nada. Qualquer resposta que dê é motivo para destilarem mais ódio. Ter o azar de ter uma critica feita por um desse espalhadores de ódio, é o equivalente a encontrar-se com uma pessoa mal disposta no supermercado ou na rua. Causa ansiedade e faz a pessoa perguntar o que é que fez para merecer isso. Se você não tem culpa de uma pessoa de mal com a vida esbarrar em si e a agraciar com meia dúzia de insultos, também não tem culpa que um qualquer escritor frustrado - daqueles muito invejosos - esbarre com o seu livro e tente destruir o livro e o autor.
Continue a escrever - seja qual for o seu género - e esqueça lá as criaturas a rebentar de ódio. Até porque a maioria dos leitores sabe bem distinguir um desses avaliadores.
Força nesses dedos e até ao próximo post.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Diário de viagem 2


Olá de novo. Já estamos na Jordania há quatro dias mas queria deixar aqui algumas fotos - bem como algumas impressões-de Israel, Palestina e Egipto.
Uma das curiosidades de Jerusalem é depararmo-nos nas ruas com os judeus ortodoxos, vestidos com a roupa que os caracteriza, de preto, chapéu alto e barbas compridas e a lateral do cabelo aos caracóis. São figuras bastante estranhas para quem não está habituado. Digo estranhas, mas a palavra certa é curiosas. Jerusalem é por si só uma cidade muito curiosa. Alberga séculos de história e as mais diversas culturas. Até nos turistas esse fenómeno se observa. Foi o local que encontrei com mais diversidade étnica.
Gostei bastante de conhecer esta cidade, mas confesso que os israelitas não são simpáticos. Alguns são mesmo muito rudes mesmo. Enfim...compreende-se pela sua história.

Fizemos um passeio pelas principais atrações religiosas da cidade antiga, desde o Monte das Oliveiras, à Capela da Ascenção, à igreja onde está sepultada Maria, e depois subimos pelo Calvário percorrendo a Via Dolorosa, nos seus diversos estágios. Dolorosa de subir, porque o calor nesta época é infernal. A imagem acima é da Igreja do Santo Sepulcro e, esta imagem em concreto, é do túmulo onde supostamente está sepultado Jesus. Não entrei porque a fila era assustadora e confesso que não tenho muita paciência para estar de pé umas quantas horas. Esta igreja é lindissima e foi mandada construir pelo Imperador Constantino, no século quarto, quando se converteu ao cristianismo.


Outra curiosidade sobre Israel, sobretudo sobre Jerusalém, é a forte presença armada do exército e até de civis. Se primeiro se estranha, depois entranha, e passa a não provocar estranheza ou até receio. Estivemos num espetáculo de multimedia na cidade de David - uma reconstução de como tinha sido habitada ao longo dos séculos a cidade de Jerusálem - e havia muitos civis armados com metralhadoras à tiracolo sentados ao nosso lado. A paranóia da defesa e dos ataques está sempre presente.


Quando saimos de Portugal já levavamos a certeza que iriamos a Belém (Palestina), logo ali ao lado de Jerusalém, mas onde os Israelitas não vão para sua propria segurança. Então fomos para o bairro muçulmano em Jerusalém e de lá apanhamos um autocarro de carreira normal para a cidade de Belém. Se perguntarem se tivemos medo, a resposta é não. Tudo muito tranquilo e fiquei com boa opinião da Palestina. Povo simpático e confesso que simpatei com a causa deles. Ver os territórios Palestinos ocupados pelos israelitas não é nada simpático. Causa uma certa revolta. É um pouco como termos os vizinhos no nosso quintal a toda a hora. No território ocupado, vivem lá os palestinianos, mas quem controla as estradas, por exemplo, são os israelitas, pelo que foi normal, dentro da Palestina, numa autoestrada, estar o exército israelita a controlar quem entrava e saia. Aqui, no médio oriente, em qualquer dos países que visitamos, estarmos a ser barrados pela policia ou exército a qualquer hora. Habituamo-nos.
Em Belém o destino era a Igreja da Natividade, onde nasceu Jesus e cujo local - que foi uma gruta há dois mil anos, existe uma igreja desde o império bizantino. Actualmente é uma igreja ortodoxa. A imagem acima assinala o local onde nasceu Jesus. No sitio que o homem está a beijar existe uma estrela em prata. É costume beijar-se a estrela.


Imagem do mar morto, visto das ruinas de Massada. Uma fortaleza Judaica do povo zelote, que antes dos romanos invadirem a cidade, suicidaram-se para não serem massacrados. A fortaleza fica num promontório acessivel apenas por um lado e tem ainda algumas ruinas que vale a pena visitar. A vista é magnifica.


Esta imagem já é de Eilat, a sul de Israel e do outro lado está a Jordania e as suas montanhas áridas. A Jordania é um deserto escaldante. Eilat era Jordano e na guerra entre Israel e Jordania, nos anos sessenta, passou a ser territorio israelita. Não se podem nem ver. É um ódio que nós sentimos bem porque tivemos um episodio caricato quando atravessamos a fronteira para a Jordania. Vinhamos de uma semana passada no Egitpo, mesmo ali ao lado de Eilat, no mar Vermelho e esquecemo-nos que tinhamos comprado uma miniatura de uma menorá em Jerusalem. Um habito que temos quando viajamos é recolher icones ou miniaturas que representem as religiões, as quais gostamos de estudar. Ao passar pela máquina de raios X, o policia chamou-nos para perguntar o que era aquela figura. Nem me passava pela cabeça o que era. Resultado. Fomos barrados na fronteira, o meu marido, acompanhado por um guarda teve que deixar a menorá - um objecto de 7cmx2cm- no lado israelita e os nossos passaportes foram carimbados com essa indicação. Lá nos deixaram passar ao fim de quase uma hora, mas ainda passamos um mau bocado, com muitas perguntas, respostas bruscas e caras fechadas. Se um dia forem a Isarel e tiverem intenção de passar a fronteira em Eilat - ou noutro ponto de Israel para a Jordânia - nunca levem uma menorá. Para quem não sabe o que é uma menorá vejam AQUI. 


Esta imagem é do resort em Taba - pegado a Eilat - no Egipto. Muito bom para descansar das caminhadas que fizemos em Jerusalem. Ah, esqueci-me de vos dizer que alugamos carro em Jerusalém para percorrer os quase trezentos quilómetros de Jerusalém a Eilat. Alugamos sempre carro, se for possivel. Por vezes fica mais barato que viajar nos transportes publicos ou ir em excursões organizadas e é sem dúvida mais prático. Quanto ao resort em Taba, a escolha deveu-se ao facto de ser muito, mas muito barato. Uma semana para três adultos não chegou a quinhentos euros com tudo incluido.


Imagem da praia em Taba


Imagem do resort - do outro lado há um fogo em terras Jordanas.


Mergulho. Os homens da familia foram mergulhar no mar vermelho. Batismo de mergulho. Ficaram fãns e querem repetir. 


Depois de Taba, retornamos a Eilat, para atravessar a fronteira para a Jordania, como já vos tinha descrito. Encerrado o episódio com o obejto mais santo que os israelitas possuem - a menorá- alugamos outro carro já em Aqaba, Jordânia, e rumanos ao deserto em wadi Rum, o cenário do filme "Perdido em Marte", "Laurence da Arábia" e "Guerra das Estrelas".
Uma só palavra - assombroso. Que cenário magnifico.
Chegamos ao final da tarde, quando as cores das rochas são mais marcantes e fizemos um passeio por lá. Passeio numa carrinha onde se carrega o gado. Normal. Nem é para estranhar. Nos países arábes é assim.
Estrada para Wadi Rum


Wadi Rum


Desfiladeiro que outrora servia de passagem para a Arábia Saudita


Carrinhas que transportam os turistas - servem também para transportar as cabras e as ovelhas

Wadi Rum
Imagem de um acampamento das dezenas que existem pelo deserto

Pôr do Sol em Wadi Rum

Este deserto é de facto magnifico, sobretudo ao entardecer, porque ao nascer do sol, não tem metade do encanto. As cores são mais intensas no final do dia e o espetáculo de cor é único. 
Camelos, beduinos e uma paisagem de casas inacabadas são a porta de entrada neste espaço magnifico. Não me surpreende agora ser escolhido para filmagens. Se um dia puderem vão. Os preços são em conta, uma noite ficou por 50 euros - o quarto/tenda - com algum conforto, e casa de banho partilhada, mas muito asseada. Tem um senão. Os escorpiões durante a noite fazem algumas incursões por ali e o meu marido foi surpreendido por um numa situação bem caricata. Não aconteceu nada e creio que até o bicho se assustou bastante. Wadi Rum, é um local para chegar  a meio da tarde (16horas) ver o por do sol, jantar a refeição que os beduinos oferecem junto com a estadia, e partir de manhã cedo. O calor, durante o dia, nesta época é insuportavel. A noite bastante mais fresca, é um espetáculo unico com as estrelas. Nunca tinha visto as estrelas como aqui. Vê-se inclusive a poeira - ou galáxias, sei lá - sei que é lindo.  

Petra
De Wadi Rum, rumamos a Petra, mais a norte, a famosa cidade escondida nas rochas que ficam a sul da cidade de Wadi Musa. Outrora, cerca de 400 AC, os Nabateus criaram aqui uma cidade escondida, uma espécie de oásis no meio do deserto, porque à volta continua a ser deserto, como quase toda a Jordânia. Em Wadi Rum conhecmos duas viajantes espanholas que nos alertaram para o facto de Petra estar habitada por ciganos, que se instalaram ali, há mais de mil anos, aquando da fuga da India. Eles lá continuam, com o negócio de transportar os turistas através dos tres quilometros de desfiladeiro, com as carroças que veem na imagem, e a emprestarem ao local, uma pestilência com as fezes dos animais, bem como rúido e algumas situações que a mim me incomodaram imenso. Chicoteiam os cavalos quando estes ecorregam nas pedras e quase caem, na subida, com a carroça carregada de pessoas. De salientar que os cavalos fazem aquele percurso desde manhã até por volta das dezoito horas, com um calor infernal, e sob a ponta do chicote. Incomodou-me pronto! 
De resto, Petra é um show para os olhos e para os sentidos. Vale a pena visitar. Creio que o governo Jordano, tem um problema com os ciganos que ali habitam, segundo soube. Recusam-se a ir à escola, vivem literalmente dentro das ruinas e tem bancas com bugigangas para vender aos turistas durante todo o complexo que ainda é grande. Fizemos a visita durante uma tarde. Mas tem ruinas para ver durante um dia inteiro. O mais emblematico é o Tesouro, que aparece no filme "Salteadores da Arca Perdida de Indiana Jones" 



Saida do desfiladeiro onde se encontra o Tesouro

O Tesouro
Ciganos a transportarem turistas em camelos, dentro do complexo.

De Petra viajamos para Madaba, onde vistamos a igreja de S. João Batista - onde foi decapitado - e as rúinas de azulejos das igrejas do império bizantino. Madaba é um cidade suja, como muitas cidades árabes, e onde cristãos e muçulmanos vivem em harmonia. 
No outro dia e já em contagem decrescente desta viagem, visitamos o monte Nebo onde moisés avistou a terra Santa com a permissão de Deus, segundo a Biblia. Do monte Nebo avista-se o mar morto e em dias sem névoa das areias do deserto Jerusálem e a Palestina. 
Foram dezassete dias de algumas peripécias mas sobretudo de "encher de alma" com as pérolas da cultura de outros países e culturas, porque nem só de livros vive uma pessoa. 
Até outro post, já sobre livros de certeza.