sábado, 29 de junho de 2019

Diário de Viagem 1


Cá estou eu a escrever-vos de Jerusálem. Este é o segundo dia na cidade e a impressão é assombrosa. Em primeiro lugar pela quantidade de pessoas que a visitam e, depois, pela diversidade cultural aqui encontrada. Sendo uma das cidades mais antigas do mundo, com ruínas que remontam a cinco mil anos atrás - como a cidade de David - a parte que mais me interessou até agora, foi sem dúvida aquilo que trás milhares de pessoas anualmente a este destino - percorrer os passos de Jesus Cristo.
Ontem visitamos a capela da Ascenção, o Monte das Oliveiras, a igreja das Nações ( onde é dita missa em qualquer lingua, desde que seja pedida antecipadamente), a igreja de Maria ( onde Maria está sepultada, a via Dolorosa ( por onde Jesus passou a caminho do calvário, e a Igreja do Santo Sepulcro, mandada contruir pelo imperador Constantino no século IV, quando se converteu ao cristianismo.
Ontem, já muito cansados da viagem de quase um dia ( viajar barato, saí um bocadinho do corpo, porque as escalas de low cost são fora de horas) ainda fomos ao Muro das Lamentações. Uma só palavra - IMPRESSIONANTE. A quantidade de pessoas a afluir ao muro para fazer os seus pedidos e deixar o papelinho escondido na parede é indescritivel. Fui educada na religião católica, não sou praticante, e considero-me agnóstica, mas confesso que a minha fé ( em algo superior e que não sei descrever) ficou reforçada. É impossivel vir a um local de peregrinação como este, e não ficar tocada pela fé.
Andar por aqui é muito seguro, apesar de encontrar-mos uma mistura étnica enorme na cidade, onde ódios de estimação entre judeus e muçulmanos se fazem sentir desde há séculos. Outra coisa que se estranha muito é haver muita gente armada, quer à civil, quer militar.
O calor por aqui é muito - 31 graus é quase insuportável, uma vez que a temperatura minima é alta - e a cidade é muito barulhenta, em parte devido ao tráfico. A cidade quase não dorme
Só para terminar por hoje, digo-vos que andar dentro das muralhas da cidade velha, é regressar a muitos séculos no passado e quase fazer papel de figurante num filme.
Estou deslumbrada por esta cidade! decidimos sair da cidade antes do Sabat ( o dia de descanso que equivale ao nosso sábado e domingo), porque a partir de sexta da parte da tarde de sexta, fecha tudo e inclusive não há transportes.
Cá vamos nós a caminho de Eilat, cidade israelita no sul, junto ao Mar Vermelho.
Até outro post.

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