segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

COMO FAZER A SUA PRÓPRIA CAPA

Os autores independentes enfrentam sempre uma grande parte de trabalho que nas editoras convencionais é feito por outros profissionais. Mas autopublicar implica fazer todo o processo do principio ao fim, nomeadamente as capas, a grande dor de cabeça do autor. É claro que pode fazer a sua capa com um profissional de design (capista) e pagar no mínimo 200 euros ( profissionais que levam 1000 dólares de fazer uma capa), ou pelo contrário aventurar-se com o photoshop, Ilustrator entre outros programas de desenho, e fazer a sua própria capa. Claro que para trabalhar com estes programas é preciso conhecimento técnico e muitos de nós não o possuem. 
As primeiras capas dos meus livros foram feitas por um profissional no Ilustrator, mas confesso que tornou-se pouco funcional sobretudo por falta de tempo, pois o designer é meu marido. Assim, pesquisei bastante e encontrei vários sites onde é possível fazer capas ( entre outros desenhos gráficos) de forma profissional e sem grande conhecimento técnico. Descobri o CANVA, muito simples de usar e com um bom fornecimento de fotos, icons, molduras, formas e desenhos. Cada foto custa 1 dólar, o que significa que pode ter uma capa profissional por 2 a três dólares.
O Canva funciona também como um arquivo das suas capas e outros designs ( cabeçalhos de facebook, posts etc), mantendo todo o seu trabalho. Pode ainda importar as suas próprias fotos e trabalhar no programa. As fotos compradas tem um prazo de 24 horas para serem descarregadas. Se deixar passar as 24 horas tem que pagar mais um dólar por cada imagem, mas a capa continua no site. Durante as 24 horas pode ainda fazer alterações na capa sem custos adicionais.  

  • Não use imagens demasiado claras para fazer as capas, diluem-se contra o fundo branco do site da amazon.
  • Use letra grande que seja visível em vários formatos. Experimente antes se no formato mais pequeno ( como aparece na amazon) pode ler o nome do autor e o titulo. Muitos livros passam despercebidos porque não se consegue ler o que está na capa. 
  • Use uma imagem ilustrativa do interior do livro.
  • Se decidir usar uma imagem clara ponha uma cercadura escura à volta da imagem. Tudo isso é possível de fazer no Canva. 
  • Não use mais de três tipos de letra na capa, confunde os leitores. A capa deve ter a informação necessária e ser agradável ao olhar. 
  • Não acredite que as capas minimalistas são as mais vendidas. As capas mais vendidas são as que ilustram o livro. Faça uma pesquisa na amazon e verifique as capas mais vendidas. 
  • Faça várias capas e teste-as por exemplo no Wattpad, veja qual a que capta mais leituras. 
  • Por último, nunca use uma imagem da internet para fazer a capa do seu livro. A imagem tem que estar livre de direitos de autor. Para isso compre a sua imagem num banco de fotos ( existem bastantes na net e a preços baixos), ou use as da Canva. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Fernanda França - Uma escritora multifacetada

Conheci virtualmente a Fernanda França, há cerca de dois anos no Wattpad quando comecei a publicar os meus livros naquela plataforma, ainda a apalpar terreno e com receio de me mostrar numa área completamente nova para mim: a escrita.

A Fernanda foi uma das escritoras que me acolheu e tenho verificado nela sempre uma palavra de conforto e incentivo aos novos escritores, o que é de louvar neste meio onde há tanta gente a tentar derrubar outros escritores de forma pouco digna. Dos livros da Fernanda li "Contra Corrente", uma história de espionagem, mistério e romance, uma história que me envolveu e que gostei bastante e agora estou a terminar de ler "Depois daquele dia", um romance com drama, bem ao meu gosto. A Fernanda é uma autora multifacetada, escreve em vários géneros, escreve bem e tem uma imaginação fértil no bom sentido: sabe construir um enredo que nos prende. Leiam vocês o que a autora respondeu às minhas perguntas.

Hoje trago-vos uma entrevista da autora para que a fiquem a conhecer melhor. Fernanda tem um livro publicado por uma editora e publica como autora independente na amazon. 


R: Uma garota cheia de sonhos, que acredita no bem e na simplicidade, e que apenas quer ser ela mesma. Amo escrever, adoro ler, viajar, ir ao shopping, praia, AMO cinema e não dispenso a companhia dos amigos. Sou simples, boa amiga e AMO viver.

2-      Como começou a escrever e como tem sido esta experiência depois de vários livros escritos.

R: Comecei aos 15 anos, iniciei pequenos roteiros de novelas que nunca saíram do papel,mas só quando minha irmã me mostrou as poesias dela e me incentivou a escrever as minhas, é que pensei em livros, por que tínhamos um sonho de publicar algo juntas.

3-      A Fernanda publica com a editora Bezz, mas também como autora independente. Fale-nos um pouco das vantagens e desvantagens das duas formas de publicar, no seu entender.

R: No momento estou me desligando da editora, mas só tenho a agradecer pela oportunidade, respeito e carinho comigo, foi uma ótima experiência, pude saber um pouco mais como funciona o mercado literário brasileiro, no entanto, ser indie te dá mais controle e mais mobilidade com o seu trabalho, mas ambas foram importantes pra visão que tenho hoje.

4-      Como você planeia os seus livros?

R: Não tenho muitas dificuldades, eu anoto os pontos principais quando surge uma ideia e vou desenvolvendo de acordo com o que vou escrevendo. Geralmente tenho o fim do livro em mente quando começo, mas posso mudar durante o processo de escrita, não me prendo sempre em agradar ao publico, se for necessário pra mostrar o que quero, me arrisco numa vertente diferente do que os leitores querem e espero os resultados

5-      Contra Corrente é um livro cheio de acção e mistério, e os outros? Em que género você se sente mais à vontade?

R: Tirando o erótico ou dito hot, eu gosto de me aventurar nos géneros, tenho comédia, conto de terror, ação, drama e romance adolescente. Adoro poder brincar com todos, mas o que me fascina é o romance sem dúvidas.

6-      Por último quer deixar algum conselho aos escritores iniciantes?

R: Leiam muito, escrevam muito, ouçam muito, dessa forma você será uma pessoa melhor, um escritor melhor, e um profissional melhor. Além disso, não desistam dos seus sonhos, por que se você acreditar neles, eles podem sim se tornar realidade.

Obrigada pelo convite, sucesso à todos e até a próxima.

A entrevista foi feita e respondida por escrito. Para consultarem a obra da autora na amazon, carregue aqui. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Perto do Paraíso - Judith Mcnaugth

Opinião:

Leitura fresquinha, acabada a noite passada. Foi mais um dos livros da autora que adorei. Uma história de amor inesquecível, com a sua quota de mistério que nos prende até à última folha. A autora retrata a sociedade inglesa dos finais do século dezoito como ninguém: sem máscaras mas também com todo o romantismo da época. O romance de Ian e Elisabeth leva-nos de Londres às terras altas da Escócia pelos campos de flores, neve, e pelos salões da alta sociedade onde jogos de sedução e poder eram jogados sob falsos véus de moralismo. O livro foi escrito em 1990 e publicado em Portugal este ano. O livro tem uma agradável surpresa: a inclusão de um casal que faz parte de outro livro, " Algo Maravilhoso". 

Sinopse:

Lady Elizabeth Cameron, condessa de Havenhurst, tem apenas 17 anos quando conhece Ian Thornton, um enigmático homem de linhagem misteriosa e reputação sombria. Numa época em que a alta sociedade adora escândalos e valoriza títulos e dinheiro acima de tudo, Elizabeth e Ian cometem o erro de se apaixonarem.
Ian não sabe que a jovem pertence à nobreza e pede-a singelamente em casamento. Um momento de intimidade que é testemunhado por Robert, irmão de Elizabeth. Desdenhoso, Robert revela que a irmã já está prometida a outro homem, um aristocrata, como manda a tradição. Ian fica destroçado perante a ideia de ter sido um mero objeto para a sua amada. Também Elizabeth se sente traída, ao pensar que ele não passa, afinal, de um caçador de fortunas. Mas a sua reputação já está irremediavelmente manchada.
Dois anos passam e os amantes voltam a encontrar-se. E mesmo após tanto tempo e tanta mágoa, os seus sentimentos revelam ser tão fortes como antes. Esta que promete ser uma segunda oportunidade para ambos será também o começo de uma dança de paixão e intriga, um caminho tortuoso desde os salões elegantes de Londres à beleza agreste das Terras Altas da Escócia… Um turbulento romance entre duas pessoas destinadas a ficar juntas, numa época em que o casamento nada tem a ver com amor.


domingo, 29 de novembro de 2015

De Amor e Sangue - Lesley Pearse


De Amor e Sangue é mais um livro de Lesley Pearse que foi traduzido para português. Lesley Pearse é a minha autora preferida no género e não podia deixar de divulgar aqui mais um grande romance desta escritora. Embora nos tenha chegada com alguns anos de atraso, valeu a espera. O livro foi publicado em 2006 e o título original é Hope (Esperança). Hope, a personagem principal é uma sobrevivente forte e carismática como todas as personagens da autora que nos faz manter colados ao livro ao longo de mais de seiscentas páginas. A trama do livro passa-se em Inglaterra nos meados do século XIX e Lesley mostra-nos - da forma especial que ela sabe fazer e escrever - a moral vigente na sociedade de Inglaterra. Descreve-nos o contraste social da época onde a riqueza estava nos bolsos da burguesia e dos aristocratas e os pobres ( como Hope), não passavam de criados dos ricos. A autora traz de novo para este livro um tema tabu naquela época : a homossexualidade.  Transporta-nos até à guerra da Crimeia fazendo-nos ter a sensação de estarmos no cenário de guerra, onde Hope e o seu amado vivem momentos de angústia.
 Hope atravessa cidades e continentes, perdes entes queridos e ganha outras relações, mas nunca baixa a guarda até ao final. Um romance cinco estrelas superior. Deixo-vos aqui uma entrevista  à autora publicada no blogue "As Leituras da Fernanda", um blogue sobre livros.   

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

SANDRA CASACA , a autora por detrás de "A Profecia"




Entrevista a Sandra Casaca, uma jovem autora e sonhadora no sentido que faz o mundo pular e avançar tal como nos diz o poema "A Pedra Filosofal". Uma mente aberta e sedenta de conhecimento, mas com muita generosidade e empatia com os outros. Sandra publica na amazon, como autora independente e no Wattpad, um site para escritores e leitores. 
Sandra Casaca vai estar na Biblioteca Municipal de Évora no dia 28 de Novembro de 2015 pelas 15 horas para nos apresentar em sessão publica, o seu livro " A Profecia" uma história baseada em factos reais que a autora tão bem compilou e transmitiu com todos os aspectos da cultura da época. A história passa-se no Alentejo, Vila Viçosa - no inicio do século XX - de onde autora é natural e, só pela recolha que ela fez sobre os costumes, cultura, e condições socioeconómicas da época, vale a pena ler, mas a história é deliciosa, sobretudo da forma tão própria como ela a conta. 

1)      Quem é a Sandra Casaca? Conte-nos um pouco sobre si.

A Sandra é uma jovem de 27 anos, licenciada em enfermagem e que divide o seu tempo entre os turnos no hospital, a leitura, a escrita e os estudos.
Desde muito cedo comecei o gosto pela leitura, ainda na fase de pré-adolescente.
Depois os livros passaram de juvenis a livros com nomes mais conceituados e assim fui crescendo no mundo da leitura.
Hoje em dia compro praticamente todos os livros que leio, o meu maior sonho é ter uma biblioteca em casa.

2) Por que escreve? Qual foi ou quais foram as motivações para escrever?
Lembro-me de quando era criança me pediam para escrever histórias para a aula de português, e escrevi sempre histórias de grande fantasia e acho que nessa altura já tinha uma imaginação muito fértil.
Hoje escrevo porque me liberta das coisas que se vivem no dia –a- dia. O tempo em que estou a escrever, a que chamo tempo criativo, é só meu e das personagens que descrevo nos livros. É um mundo à parte que nos permite viver várias vidas numa só, contamos histórias de pessoas e é como se vivêssemos lá.
No final quando se termina o livro é a sensação de dever cumprido que fica, de darmos vida aquelas personagens, dar-lhes voz e ao mesmo tempo aprender muito com elas, pois gosto de escrever livros históricos e isso exige sempre muita pesquisa.

3)      Quais são as maiores dificuldades de um escritor na sua opinião?
As maiores dificuldades prendem-se com o facto de muitas vezes querermos chegar a um determinado público e neste país não ser muito fácil.

4) Sandra, como escreve? Planeia a história antes ou escreve de forma intuitiva? Fale-nos um pouco sobre o seu processo criativo.
As ideias muitas vezes surgem-me depois de ouvir alguma música importante e nesse momento parece que se dá o click e a história surge na minha cabeça.
Tenho um caderninho de anotações onde registo nessa altura sobre o que vai ser a história e dou nome às personagens. Depois de lhes dar nome, é como se lhes desse vida e a partir daí e depois de feitas algumas pesquisas históricas, escrevo de forma intuitiva.

5) Como promove os seus livros?
Os meus livros são promovidos através das redes sociais a internet é verdadeiramente um mundo, através de amigos e conhecidos.

6) Deixe uma frase de motivação para quem quer começar a escrever.

Não pensem que escrever é só para pessoas conhecidas e famosas, todos nós temos histórias a contar e passa-las para o papel é uma arte que está acessível a todos. Acreditem em vocês mesmos. 

domingo, 22 de novembro de 2015

O diálogo interno das personagens – 5 aspectos importantes


1 - O diálogo interno replica a vida real.

Quando escrevemos, nós queremos que o nosso trabalho seja sentido como autêntico (mesmo que se passe num planeta estranho, inclui mágica, ou tem dragões e elfos que vivem ao lado do nosso personagem. Queremos que o leitor sinta que essas pessoas (ou seres estranhos) poderiam ter vivido e feito as coisas que descrevemos. Quando me lembro do Harry Potter, penso sempre que aqueles seres estranhos existem mesmo e é isso que dá magia ao livro ao filme (confesso que só vi os filmes) e nos mantêm colados à história.
No dia-a-dia, estamos sempre percebendo coisas acontecendo ao nosso redor, tentando resolver problemas, e conversando com mais ou menos intensidade. Se quisermos que nossos personagens pareçam reais, é preciso que eles façam a mesma coisa. Os personagens pensam e falam consigo próprios, ou seja, estabelecem um diálogo interno que nos transporta ao longo do livro.

Como aplicar isso ao nosso livro de ficção:

Certifique-se de que o seu personagem reage a acontecimentos importantes por meio do diálogo interno. Por exemplo, se revelar uma de informação chocante o personagem tem que reagir ( chora, grita, fica sisudo, etc…) sozinho e deixando fluir os seus pensamentos através do discurso interno. Só assim o leitor se interessa pela história, caso contrário o leitor abandona-a. Se você estiver a ler um livro onde aconteceu um drama ao personagem e ele fica igual – a não ser que seja propositado, como ficar em choque – você também não vai gostar pois não? Lembre-se que a ficção é suposta ser "melhor" do que a vida real em alguns aspectos. Isso significa que não devemos partilhar cada pensamento que passa pela cabeça de nosso personagem, mas apenas os que são importantes, senão corremos o risco de um livro se tornar aborrecido e o personagem também. Nós só partilhamos os pensamentos que importam para a história, inclusive para o crescimento emocional do personagem.

 2 - O diálogo interno cria uma ligação mais profunda entre o leitor e os personagens.

Para um leitor que investe o seu tempo a ler a nossa história, precisa de se importar com que acontece ao personagem. O diálogo interno é uma das ferramentas à nossa disposição para fazer o leitor se importar porque ele cria uma ligação íntima entre o leitor e o ponto de vista do personagem. Nós ouvimos os seus pensamentos, da mesma forma que ouvimos os nossos, o que nos permite como leitores, partilhar os seus sentimentos e preocupações, experimentando-os como nossos. Conhecemos melhor o personagem, e ele fica mais real para nós por esse motivo.

Como aplicar isso ao nosso livro de ficção:

Uma grande parte do diálogo interno resume-se a que o nosso personagem forme opiniões sobre o que está acontecendo ao seu redor. Certifique-se que a deixa julgar e interpretar os acontecimentos e as pessoas que encontram. Isso mostra a sua personalidade de uma forma profunda e pessoal, porque o personagem não está tentando colocar uma máscara para o mundo exterior. Os seus pensamentos privados são destinados apenas para si. Eles são honestos e crus. Se no final o personagem descobrir que afinal estava errado ainda mais credibilidade vai ter junto do leitor. Há dia uma leitora comentava comigo, acerca do meu livro A Prenda da Noiva que o factor surpresa e o diálogo interno da personagem não a deixavam despegar do livro. Para além de ficar muito “babosa”, é sempre muito gratificante receber respostas gratificantes dos nossos leitores, levou-me a pensar em escrever sobre esse tema.  

 3 - O diálogo interno ajuda a controlar o ritmo do livro.

A estimulação do leitor na ficção é como criar o passeio perfeito numa montanha russa. Se você subiu uma montanha-russa, e a seguir cai no precipício não houve antecipação do que irá acontecer a seguir, portanto não teve graça. Para ser bom tem que passar por vários níveis. Na escrita tem que existir um planeamento rigoroso do andamento do livro e, no caso do diálogo interno da personagem, passa por ir desvendando aos poucos a sequência da acção.

Como aplicar isso ao nosso livro de ficção:

Se todo o nosso livro é composto de cenas de acção de alta velocidade, os nossos leitores vão ficar tão aborrecidos como se em todo o nosso livro o personagem fica sentado e é só pensamento. Precisamos do diálogo interno para criar a expectativa para a acção, permitir que o leitor respire e se prepare para a próxima cena. Para fazer isso, devemos ter pequenas sequelas, seguir o nosso personagem em adiamentos e indecisões até à decisão final, que pode ser certa ou errada. No meu próximo livro “Cortesã de Luxo”, a personagem principal resiste bastante a enveredar pela vida que abomina e rejeita e, antes que o leitor a veja cair ela tem várias “quedas” mais pequenas que induz o leitor a ter esperança e até a formular o próximo passo da personagem.

 4 - O diálogo interno minimiza a confusão ao revelar motivações.

O coração da ficção é o “porquê”. Porque é que o nosso personagem principal está agindo daquela forma? Por que ela quer alcançar seu objectivo tão depressa que ela está disposta a sofrer as possíveis consequências?
Quando essas motivações não são claras para o leitor, este acaba quer sentir-se confuso ou menos preso à história. Quando o leitor não sabe ou não entende as motivações do nosso personagem e as suas acções parecem aleatórias e estúpidas convém não o deixar muito tempo nessa situação.

Como aplicar isso ao nosso livro de ficção:

Tem que ser claro quanto às acções do personagem, porque é que ela está fazendo aquilo ou tomando aquela decisão. Se não for claro o leitor abandona o livro. Não perca muito tempo em descrições que não levam a lado nenhum, apenas são palavras para encher o texto. 

 5 - O diálogo interno transmite informações que não podem ser dadas de qualquer outra forma.

Se, por exemplo, você tem um personagem que precisa enganar todos ao seu redor, você vai pôr a agir de uma maneira e pensar de outra. Outro exemplo disso são as influências que os nossos personagens sofrem e porque eles agem de determinada forma.

Eles não podem pensar que os eventos do seu passado estão influenciando a sua vida, porque eles não teriam nenhuma razão para falar sobre isso com mais ninguém e o livro acabaria, mas podemos fazer o leitor ficar ciente da importância do passado do personagem através de seus pensamentos, do diálogo interno.

Como aplicar isso ao nosso livro de ficção:

A chave é partilhar uma única história de fundo que é essencial para todo o livro e alimentar a história com um conta-gotas, ou seja, aos poucos, e usar um evento no presente para accionar os pensamentos do nosso personagem sobre os acontecimentos passados. Em “A Cortesã de Luxo”, um acontecimento político da época (1938) em Portugal, junta o par amoroso do livro.


Caros leitores. Apresento-vos a minha marca de autora independente. O próximo livro a ser publicado e finais de Janeiro terá este símbolo na capa e sempre que o vejam associem-no aos meus livros, aos livros de Lídia Craveiro. A autora deixou o pseudónimo por enquanto. Seria caso para um titulo do género:
 “ A autora que matou o seu pseudónimo”?



Com  afecto, até ao próximo post. Nas próximas semanas vou dedicar-me na integra ao livro.  


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Posturas de leitura


Hoje trago-vos algumas sugestões de posições de leitura. Para os viciados em ler - como eu -, de vez em quando surgem as dores nas costas, membros, e dores reflexas, como dores de cabeça, provocadas pela má postura. Aqui ficam as sugestões encontradas num blogue de leitura. 

sábado, 14 de novembro de 2015

A Profecia - Sandra Casaca

Hoje venho apresentar-vos um livro muito especial escrito por Sandra Casaca, e digo especial porque conta-nos uma história passada com gente do Alentejo no inicio do século passado. A autora fez uma pesquisa intensiva sobre a cultura do povo alentejano na época. Originária de Vila Viçosa, Alentejo, fala da sua gente, do meio onde cresceu e da cultura que conhece tão bem.  Sandra Casaca é uma jovem autora que  está a dar os primeiros passos na literatura. Podem ver uma amostra do livro aqui. Em breve sairá uma entrevista com a autora que vai fazer o lançamento publico do livro no dia 28 de Novembro às 15 horas na biblioteca pública de Évora.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Entrevista concedida a Eldes Saullo - Livros que vendem


Eldes Saullo escreve livros para escritores, blogueiros e para quem tenha interesse em marketing digital. É professor, escritor best-seller da amazon.com e descobriu os meus livros na amazon. A partir dai convidou-me para uma entrevista, publicada no seu site, que podem ler aqui na integra. Agradeço esta oportunidade ao Eldes. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eldes Saullo - Como escrever histórias de amor que vendem


Um dos meus maiores dilemas quando comecei a escrever, foi encontrar obras que facilitassem ou pelo menos apresentassem a informação sistematizada. Tudo o que encontrava eram tratados aborrecidos e que faziam querer que a profissão de escritor era apenas para quem cursasse letras ou fosse um génio que apresentasse algo inovador, genial mesmo, algo que fosse diferente do que os outros escrevem. Um "colega" chegou mesmo a dizer-me, acerca do meu género literário que "andam todos a escrever o mesmo" como se fosse algo menos nobre, ou se o mesmo género literário implicasse copiar outros. Escritores geniais há poucos e dentro do mesmo género há milhares a escrever. Importa você escrever no género que gosta e com amor, há leitores para todos e não abona em nada ao escritor denegrir a imagem de outros. Literatura é literatura, com géneros diferentes e já li desde Henry Miller ( que escândalo! ) até Stendhal, Eça, Pessoa, Jorge Amado...etc, etc, etc. Adorei todos. 

Hoje venho apresentar-vos um livro que me ajudou bastante a valorizar o meu trabalho e a ficar com ideias mais claras acerca do caminho a tomar na escrita de um romance. Este livro do autor Eldes Saullo, tem a informação necessária, bem explicada de forma clara e que pode ajudar muito os principiantes na escrita de romances. Sempre gostei de escrever, mas achava que me faltavam ferramentas para o poder fazer e, há três anos fiz um curso de escrita criativa. No final do curso pensei que me faltavam ainda muitas respostas e fiz uma pesquisa de livros que me pudessem ajudar. Encontrei poucos em português e há pouco tempo descobri este, de Eldes Saullo na amazon. Recomendo vivamente a quem tem aspirações a escritor. Nele você pode descobrir como ter ideias originais para escrever um romance, como construir protagonistas e antagonistas de forma convincente, como escrever um livro repleto de tensão romântica, entre outros assuntos muito relevantes. 


sábado, 24 de outubro de 2015

Carina Souza, uma promessa na literatura brasileira.

                                                             Entrevista a Carina Souza

Conheci (via Web) a escritora Carina Sousa, Cacall na Wattpad, que me convidou para pertencer a um grupo de escritoras do Wattpad no Facebook. Mesmo sem a conhecer pessoalmente reconheço na Carina talento, modéstia  e generosidade, para além de perceber nela uma grande dedicação às amizades. Um oceano separa-nos mas a escrita uniu-nos mesmo à distância. 
 Escreve por amor e com amor, como eu, e hoje deixo-vos aqui uma entrevista que ela teve a amabilidade de conceder ao LIVROS DE ROMANCE. 

·         Quem é a escritora Carina Souza? Fale-nos um pouco de você.
Alguém que como tantas outras se apaixonou pelos livros ainda muito cedo.
Sou mãe, esposa, trabalho em uma grande rede de ensino brasileira e tento conciliar meu tempo com a escrita. Apaixonada pelo mar e muito e eclética quando se trata do que colocar na minha biblioteca. Amo vários gêneros e autores.

·         Como surgiu a motivação para a escrita?
Bom, eu já tinha algumas “coisas” guardadas. Mostrava para os amigos, mas sempre achei que publicar ou mostrar nas redes era muita pretensão. Ai conheci o Wattpad e comecei a ler os livros postados lá. Depois pensei... Se tem tanta gente aqui compartilhando suas idéias, acho que também posso. Mas foi tudo sem nenhuma pretensão, tudo na base da brincadeira.

·         Quantos livros já escreveu?
Quatro livros, mas muitas idéias.

·         Qual dos seus livros você gosta mais?
Reflexo é meubebê por ter sido o primeiro, mas o atual Descubra Meus segredos tem todo o meu amor!


·         Como lhe surgem os temas para as suas estórias.
Poderia dizer que vem de todas as minhas leituras, de situações do dia-a-dia e de situações que fantasiamos, de como queriamos que as coisas acontecessem se pudemos controlar o destino. É uma junção de tudo isso.

·         Já concorreu a algum concurso literário?
Nunca tive confiança suficiente pra me aventurar. (Essa é uma confissão).

·         Já publicou em alguma editora convencional? Onde publica actualmente?
Já sim, o primeiro, Reflexo do amor. Publicado pela editora Bezz. Lá que publico atualmente.
·         O que pensa acerca da auto-publicação?

Sou totalmente a favor e tenho projetos nesse sentido. O que você tem que ter em mente sobre a auto-publicação é que ela exige um comprometimento com divulgação e parcerias que realmente são necessárias se quiser obter êxito indo por esse caminho.

·         O que aconselharia aos autores que estão a começar no mundo da literatura.
Que não desistam na primeira crítica, que persistência e coragem é fundamental para se aventurar no mundo da escrita. Você amadurece suas ideias, revê conceitos e com isso se torna um escritor melhor.
A tendência é sempre ficar mais exigente e perfeccionista com cada livro escrito, isso não é ruim. É consequência da sua evolução. Boa sorte a todos!


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Homem do Deserto


Este livro tem superado todas as minhas expectativas. Quando o escrevi não pensei que fosse tanta aceitação, mas no entanto tem estado sempre entre os primeiros mais vendidos nas categorias de Ficção e Literatura e Acção e Aventura. O personagem masculino já foi descrito como "O Anjo do Deserto", por uma leitora. O livro é um romance que toca outros generosos e com cenários exóticos. Obrigado a quem tem contribuído para a classificação do livro.

sábado, 17 de outubro de 2015

O fim das avaliações fraudulentas na amazon

Depois de vinte anos sem qualquer controlo nas avaliações dos produtos vendidos na amazon, no inicio do ano a empresa resolveu por um fim nas avaliações fraudulentas de produtos que obtinham cinco estrelas sem nunca terem sido comprados os experimentados pelas pessoas que os avaliavam e processar judicialmente quatro sites que supostamente "vendiam" avaliações, um negócio que abrangia mais de 1400 pessoas. 
Neste caso vou apenas falar sobre a avaliação ( reviews) de livros dos autores independentes que publicam na amazon. 
É certo que um livro que não tem avaliação perde vendas, leituras, e desce no ranking, perante outro que tenha avaliações, mas, se formos verificar os livros que tem muitas avaliações, poucos são comprados ( diz compra verificada), são avaliações de amigos, conhecidos, familiares, fãs entre outros que leram o livro noutro lado, ou nunca o leram, portanto são avaliações consideradas pela amazon como falsas. Nos fóruns já li queixas de escritores independentes de que as suas avaliações não aparecem no site da amazon. O motivo é esse: a amazon ( desde o inicio de 2015) passou a cruzar dados e a verificar se existe compra, ou se a pessoa que avalia têm alguma relação com o escritor. 
Pessoalmente já avaliei na amazon alguns livros que li no Wattpad e também já tive uma ou outra avaliação dessa forma, mas neste momento já não é permitido. Apenas podem avaliar os livros as pessoas que compram e as que leram o livro emprestado. 

É justo que a amazon implemente essa politica de avaliação? 
Na minha opinião é. Promove a credibilidade do autor e não deixa que sejam valorizados uns em detrimento de outros, todos os autores, independentes ou não, são avaliados da mesma forma o que permite que autores independentes e autores consagrados estejam no mesmo ranking nas diversas categorias. 

É muito difícil obter uma avaliação, dizem muitos autores. É verdade. Apenas 1% dos leitores avaliam o livro que compram. Arranje estratégias para apelar aos seus leitores que avaliem o seu livro, introduzindo por exemplo, um pedido ao leitor no fim do livro, uma carta apelando à utilidade da avaliação e dos votos e espere pela boa vontade dos seus leitores. 
Para finalizar deixo um alerta: não confiem muito em sites que dizem promover o seu livro a troco de dinheiro e angariam revisões. Já caí numa esparrela dessas e não vi qualquer resultado. São esquemas fraudulentos para sacar dinheiro a autores desesperados por serem conhecidos. A melhor forma de ser conhecido ( mesmo como autor independente) é escrever outro livro, e outro, e outro...os leitores que gostaram vão sempre em busca dos seus livros. 






segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Gonçalo Coelho: o escritor e o homem por detrás do "Milagre de Yousef"


O escritor Gonçalo Coelho é daquelas pessoas que se simpatiza facilmente mesmo sem o conhecermos pessoalmente. Comecei a ler um dos seus livros “O Milagre de Yousef”, penso que já lá vai quase um ano, e foi com agrado que me deparei com um livro muito bem fundamentado e escrito e que considero um documento valioso para além de ter uma parte romanceada que me apaixonou bastante. Poderia dizer mil e uma coisas sobre os livros do autor, porque os li, mas achei que seria bom apresentar o homem e o escritor por detrás dos livros. Fiz um convite ao Gonçalo para que nos falasse dele ao qual acedeu prontamente.

Quem é o Gonçalo Coelho? Fala-nos um pouco de ti.


               Gonçalo Coelho é a maior parte do tempo um cidadão comum e pacato que mora em Berlim Leste, pai de uma linda filha de três anos, casado e trabalha na gestão da qualidade num dos mais conceituados fabricantes automóveis do mundo. De vez em quando, pela calada da noite, dá-se então a metamorfose... surge o Gonçalo Coelho escritor. Alimenta-se dos retalhos do seu passado e, em particular, dos locais onde viveu (Portugal, Inglaterra, Brasil, Alemanha), as pessoas que conheceu e aquilo que lá viveu. Um dos seus habitats prediletos é o tema da diversidade cultural que acha que anda a ser tão mal tratado por esse mundo fora. Em vez de ser abordado para criar pontes, é antes abordado para desenhar fronteiras, um meio de dividir pessoas e povos através da identificação das suas diferenças. Permitam-me a seguinte citação do meu livro “O Milagre deYousef” que ajudará a conhecer melhor o que penso:
“Vista dos céus a Terra parece toda envolta num interminável marasmo. Seguiu-se a paisagem do Irão. É claro que vista do céu a Terra também não tem fronteiras, o que talvez seja indicativo de que a Terra aos olhos de Deus, ou de Alá, palavras que significam igualmente o Deus único supremo em línguas diferentes, nunca teve fronteiras, que essa terá sido pura invenção do homem, uma linha divisória entre homens que Deus nunca pretendeu mas que terá, por qualquer razão, permitido. Heresia, dirão alguns. Mas será que a existência de fronteiras, enquanto linhas que separam os homens, não é ela própria heresia? Não deveríamos ser todos irmãos? Tanto mais que a ideia de fronteira está ela própria, desde sempre, intimamente ligada à guerra. Não houvesse entre os homens a ideia de fronteiras terrestres entre grupos de homens que se creem mais irmãos entre si do que com os outros do lado de lá da linha divisória e quem sabe não haveria nem um décimo das guerras que houve ao longo da História Universal. Mas aí está, inexorável, a fronteira. A linha que diz: deste lado mando eu, do outro mandas tu. Deste lado és nacional do outro és estrangeiro.”

   Como começaste a escrever e de onde te surgiu essa vontade?


A primeira vez que me recordo de sentir prazer na criação de um texto foi num dos últimos anos do liceu. Foi um texto sobre Camões e a professora leu-o à turma, classificando-o como um dos melhores daquele conjunto de resultados dos trabalho de casa.
No décimo segundo ano houve um outro fator de que nunca mais me esqueci e que me motivou muito a escrever. Depois de uma professora fabulosa no décimo e décimo primeiro, tive uma professora no décimo segundo que embirrou comigo desde o primeiro segundo em que me pôs os olhos em cima. Desci de 16 em 20 automaticamente para uma nota, por vezes, negativa sem nunca compreender porquê. No final do ano, porém, nas provas específicas, tirei 19 em 20, a melhor nota do liceu. Devo adicionar que as provas específicas eram anónimas, de modo que os professores não sabiam de quem era o teste que estavam a corrigir. Depois disso fui estudar Engenharia Mecânica para a Universidade de Sussex em Inglaterra. Nunca mais vi essa professora até hoje.

      Quantos livros já escreveste?

Três. O primeiro foi editado por uma chamada editora convencional. Publiquei num blogue e fui convidado a publicar na editora. Não recebi um tostão de direitos de autor, apesar de ter visto num relatório de vendas que nos primeiros seis meses se venderam mais de seiscentos exemplares. Houve alguns fãs, houve menções nos jornais e revistas, houve entrevistas, houve livros nas principais livrarias e hipermercados portugueses. Houve críticas infundadas, gratuitamente desagradáveis, como da Isabel Coutinho no Público. Houve presenças agradáveis em congressos literários. Foi uma experiência e tanto. A editora deixou de existir. Eu deixei de confiar em editoras, não todas, mas a maior parte. O livro chama-se Poker (2008).
Depois disso dediquei-me a escrever um livro muito ambicioso. Trata do choque entre Cristianismo e Islão. O grande tema civilizacional dos nossos tempos. Tem por base a biografia de um terrorista que fica amnésico. Chama-se “O Milagre de Yousef” (2014).  Ultimamente dei início a uma série com a publicação da “Fugitiva” (2015).

     Qual foi o livro que te deu mais prazer escrever?

Todos me deram igual prazer. Pode parecer clichê mas é a mais pura verdade. Sempre que termino um capítulo sinto um prazer e uma adrenalina indescritíveis. Tenho a certeza que outros escritores saberão do que falo. Considero que o meu livro mais completo é “O Milagre de Yousef”, pela pesquisa histórica subjacente, pelas borboletas vermelhas (é ler, é ler), pela biografia do Yousef, pelo tema, enfim não me ponham a falar no assunto, senão não paro mais.

     Como te surgem as ideias para os livros?

Através do que vejo no dia-a-dia, das conversas em que participo, da atualidade noticiosa e, por último, daquilo que leio.

     Já concorreste a algum concurso literário?

Prémio Leya, há alguns anos atrás com o Milagre de Yousef.

     Já publicaste em alguma editora convencional? Onde publicas actualmente?

Já abordei a minha experiência com uma editora convencional. O mais positivo que retiro dela foi que me motivou a querer escrever melhor, com mais qualidade e métodos mais profissionais. Foi dessa vontade que nasceu “O Milagre de Yousef”. Atualmente publico os meus próprios livros na Amazon e não os confiaria a qualquer editora, sem algumas garantias. Está feita a ponte para a questão seguinte...

     O que pensas acerca da auto-publicação?

A auto-publicação é simplesmente impecável. Total controlo sobre o que publico, quando e por que preço. Além disso, recebe-se sempre os direitos de autor no fim do mês. É claro que uma editora tem outros recursos em termos de distribuição e divulgação mas, no geral, penso sinceramente que não compensa a não ser que seja realmente fiável, apoie verdadeiramente o autor, não o considere apenas mais um sem importância e, além disso, se pagar em dia e fizer boa divulgação. Não me parece que haja assim tantas editoras que satisfaçam estes requisitos. Além disso, ultimamente divirto-me bastante a criar capas para os meus livros.

      Algum conselho aos autores independentes?

Ler, escrever, dar a conhecer ao público. Aprender, melhorar e voltar ao início. É um ciclo muito simples. Adiciono ainda que, hoje em dia, há imensas formas de dar a conhecer os nossos textos ao público como, por exemplo, wattpad, blog, auto-publicação e grupos de escrita criativa.

    Projetos para o futuro?




Concluir a continuação da Fugitiva. Além disso “O Milagre de Yousef” está a ser divulgado nos E.U.A. e na Suécia por intermédio de dois tradutores profissionais que se apaixonaram pela obra e se ofereceram para a divulgar junto de editoras locais. Entretanto, tenciono continuar a divulgar tanto “O Milagre de Yousef” como a “Fugitiva” junto do público de língua portuguesa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Autores independentes: como interagir com os seus leitores


Alguma vez você já terminou um livro e pensou para si mesmo que gostaria de enviar um email ao autor sobre o livro mas não encontrou forma de o fazer? Eu já. 
Ou já enviou um email ao autor sobre o quanto gostou do livro e não recebeu resposta? Eu já. 
Claro que autores consagrados raramente gerem as suas redes sociais ou o email, mas mesmo assim é de bom tom responder aos leitores. Para além do leitor gostar dos seus livros, saber que por detrás daquele livro está uma pessoa sensível e responsiva é o que faz a pessoa voltar a comprar mais livros seus.  

 Na minha opinião, por não incluir informações de contacto no final de seus livros, os autores estão perdendo uma grande oportunidade de interagir com os seus leitores, especialmente os leitores independentes que tem que reforçar o trabalho para chegar ao público, uma vez que não tem uma máquina de marketing na retaguarda.

Aqui estão algumas coisas que pode incluir nos seus livros para chegar ao coração dos seus leitores:

1)Incluir o primeiro capítulo de seu livro seguinte:
Incluindo o primeiro capítulo de um outro livro, se é uma sequela ou uma história completamente diferente, é uma óptima forma de chamar a atenção dos seus leitores para a sua existência e para incentivá-los a procurarem mais livros seus. Se não tem outro livro pronto, pode incluir uma breve nota sobre o tema que vai desenvolver. Aguce a curiosidade do leitor.  

2) Mostre um pouco mais de si nos agradecimentos:
Não há nada mais chato do que encontrar apenas uma lista de nomes nos agradecimentos. Fale sobre você e porque está a agradecer àquela pessoa em especial. O que ela fez para contribuir para o livro, ainda que seja só apoio emocional. Escrever é desgastante por vezes e sabe bem ter alguém que nos apoia. Tenho no meu marido um grande apoiante embora brinque comigo sobre os meus livros de “ príncipes e princesas” como ele costuma dizer a brincar comigo.  

3)Inclua o seu site/blog e email para contacto
No meu blog existem vários botões de apelo ao contacto, desde twitter, Wattpad, Facebook, email e caixa de comentários. Para além disso, no final dos livros comecei a incluir uma carta simples ao leitor em que peço que depois de lerem, se gostarem, deixarem a avaliação na amazon, se não gostarem contactem-me por email e deixem a sua opinião para que possa ponderar e até modificar algo que esteja menos bem. Ou então que devolvam o livro à amazon, caso não gostem.  


É sabido que autores bem-sucedidos, consagrados, com contractos muito favoráveis com editoras não precisam de interagir com os seus leitores para vender mais livros, mas nós os autores independentes devemos fazer tudo o que possam para se darem a conhecer.
Ser autor independente é ter a certeza que tem que percorrer um longo caminho de aprendizagem e de conquista de leitores, mas tem valido a pena. Não há nada que me dê mais prazer enquanto escritora do que receber uma boa avaliação de um livro meu, sinal que o cliente gostou. Obrigado a quem comprou os meus livros e deixou comentários tão simpáticos *****.  

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dez verbos a evitar



Dez verbos que dizem em vez de demonstrar. A regra é: “ não diga, demonstre”. Claro que é um exercício difícil e que só consegue com alguma prática em escrever.  
  1. Aparecer
  2. Decidir
  3. Sentir
  4. Ouvir
  5.  Meditar
  6.  Realizar
  7.  Parecer
  8.  Pensar
  9.  Perguntar
  10. Perceber

Como é que evita usá-los, pergunta você? Demonstre as acções do seu personagem ao invés de dizer.
Não diga: Maria entrou em casa muito zangada.
Diga: Maria entrou em casa e fechou a porta com estrondo.

Não diga: João passeava na rua completamente distraído.
Diga: João parou no meio da rua. Um carro parou quase em cima dele e o condutor gritou-lhe “ Vê por onde andas ou anormal!”

Não diga: Susana sentiu o coração a partir-se quando viu o namorado com outra rapariga.
Diga: Não queria acreditar no que via. Os seus olhos deviam estar a pregar-lhe partidas. Não! Não era o Pedro e aquela mulher não ia pendurada nele! O estômago embrulhou-se e a vontade de vomitar obrigou-a correr em direcção a casa.

No primeiro rascunho é difícil evitar dizer em vez de demonstrar e não deve ficar muito preocupado com isso. Quando terminar o livro fique atento a este tipo de armadilhas que tiram a “graça” ao texto e fazem com que o leitor decida se continua a ler ou abandona o livro.
Deve evitar sempre usar estes verbos e dizer o que o personagem vai fazer? Claro que não. Há situações em que deve dizer ao invés de demonstrar, sobretudo em diálogos. No entanto, quando estiver a falar na terceira pessoa evite dizer, demonstre.