domingo, 14 de junho de 2015

COMO CONSTRUIR UMA PLATAFORMA DE AUTOR - 3



Já construiu o seu site ou blog? Óptimo. Mas que blog você está usando?
 O blogger, o Wordpress, ou um site que precisa de conhecimentos de programação para conseguir mantê-lo actualizado?
 O blogger é fácil de trabalhar mas tem algumas limitações. Uma delas é não poder anexar o Mailchimp, uma ferramenta de web muito versátil para campanhas de publicidade de que iremos falar noutro post.
 O Wordpress é a melhor opção e o mais usado em todo o mundo. É a ferramenta web de eleição de muitos escritores independentes. Em breve irei passar todo o meu blog para o Worpress. Mas vou avisar com muito tempo para que possa subescrevê-lo antes de este ser apagado. 
 O site com programação, se você não for perito na matéria, esqueça. Vai precisar de um administrador, sai caro e consome muito tempo.
Agora vamos falar um pouco das redes sociais. Muitos escritores independentes pensam que o Facebook, o Pinterest, o Twitter entre outros, podem ajudar a fazer a publicidade aos seus livros e até a vende-los. Uma parte é verdade. Quem conseguir uma legião de fans atreves do facebook e consiga trabalhar com eles, é um felizardo. Claro que quem não existe nas redes sociais, não existe, sobretudo os escritores. Todos os escritores, mesmo os que publicam em editoras convencionais, com nome feito e consagrado, possuem uma destas três redes sociais.
Mas não se iluda. Esta não é a melhor forma de divulgar o seu trabalho. Poucas pessoas têm as páginas abertas durante o dia, muitas trabalham, e só de noite vão ver as novidades e, mesmo assim, só uma pequena percentagem vê tudo o que se passa nas redes sociais. O Facebook ainda possibilita ver a informação do próprio dia, mas muita passa incógnita.
 Já o Twitter é para esquecer. É impossível manter-se actualizado. A velocidade a que as pessoas colocam as mensagens torna difícil os seus livros serem vistos. Se lhe prometerem que a troco de uma quantia vão mandar o link do seu livro para uma quantidade enorme de pessoas, pois saiba que não passam de truques para ganhar dinheiro. Poucos sites são de confiança, e os que são exigem algumas condições para publicitar os livros, nomeadamente um número de revisões acima de três estrelas. Marque presença no Twitter mas esqueça-o como meio de publicidade. Ele serve apenas para quem ficar curioso com a sua escrita, ir investigar mais sobre si.  
O Pinterest pode ser uma ferramenta mais útil por usar a imagem. Se fizer uma pesquisa por “livros, capas, ebooks, livros para ler, entre outras relacionadas com o assunto” vai encontrar muitos livros, inclusive os seus, se tiver uma conta onde regularmente ( 3 a 5 vezes por dia faça pins), portanto, também não é a mais eficaz.
Então o que devemos usar para publicitar os nossos livros, já que não temos editora que o faça?
Mais simples do que possa imaginar. Use o velho email que muitos desprezam.
Caros leitores e colegas o email é a forma mais fácil e rápida de publicitar o seu trabalho. Adicione uma ferramenta de recolha de emails (a velha newsletter) e convença as pessoas a inscreverem-se. Seja qual for a plataforma que use, o email da pessoa fica seguro, e ela pode desistir quando quiser. No blogger você nem sabe quantas pessoas assinam o seu blogue.

Quantos emails você lê na sua caixa de correio diariamente? Todos. Pois esta é a melhor ferramenta para chegar às pessoas que apreciam o seu trabalho e querem segui-lo. 

Mãos à obra e até ao novo post. 

Ambra Blanchett

domingo, 7 de junho de 2015

Como construir uma plataforma de autor? Saiba como. Parte 2.


Muito antes de publicar o primeiro livro, comece a sua plataforma de autor. Você deve ter um plano  para o que está tentando construir antes de usar todas as ferramentas disponíveis. A maioria de nós foi aprendendo por tentativa e erro, até descobrir colegas que são generosos ao ponto de partilharem o que sabem. Comigo foi assim e com muitos outros também. Os colegas brasileiros e americanos são fantásticos a partilharem informação nas suas plataformas. 

 Já construiu o seu blog ou site? Muito bem, se já o fez agora é começar a colocar conteúdo. Mas o quê?

Tudo o que diga respeito a livros e escritores independentes, ou escritores com editoras se assim o entender. Fale sobre os seus livros, estabeleça contacto com outros escritores independentes e partilhe conhecimento. O autor independente não ganha nada em hostilizar os outros colegas. Disponibilize-se para ajudar no que sabe, torne-se útil e assim ganha mais visibilidade. Quem gostar do seu trabalho vai falar de si para outros leitores.  

Não se esqueça de actualizar o seu blogue pelo menos uma vez por semana. Sabe quantas palavras tem que escrever para que os motores de busca coloquem o seu blogue visível nas páginas do Google? Pelo menos trezentas. Menos que isso fica muito difícil ser detectado.
Se tem um livro na calha prestes a ser publicado, comece a falar sobre ele no seu blogue. Mantenha os leitores informados e curiosos sobre a sua história e peça para deixarem comentários. Ui! Como é difícil obter comentários!  

Mas, para além do blogue existem outras formas de divulgar o seu trabalho: Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram, Linkedin entre outras. Mas atenção à quantidade de ferramentas que usa. Se tiver contas em todas as redes sociais e pretender mantê-las actualizadas, não lhe sobra tempo para mais nada. Pessoalmente, uso o Facebook, Twitter e Pinterest em conexão com o blogue, ou seja, a partir do blog partilho os meus posts nestas redes.

Não peça apenas aos seus seguidores para comprar os seus livros, eles desaparecem. Porquê? Fazem deslike na página de Facebook ou deixam de seguir você. Interpretam essa atitude como Spam. Já entrou numa loja a fim de ver algum produto e imediatamente uma vendedora cai em cima de si a oferecer ajuda e a tentar impingir-lhe uma quantidade de produtos? O que é que você faz? Sai da loja assim que se consegue desenvencilhar, não é? Já cheguei a não entrar numa loja por causa dessa técnica agressiva de vendas, mesmo que esteja interessada num produto.

Pois bem nas redes sociais funciona da mesma forma. Prepare-se para ganhar seguidores, mas também para perder alguns. Os que não gostam do seu género de escrita, desistem e apagam a sua página. Mas não desanime, outros a encontram e aos poucos vai aumentando a sua cota de participação nas redes sociais. Não se esqueça que a internet veio para ficar, é o meio de comunicação mais usado e quem não está na internet arrisca-se a não existir. Até mesmo os escritores que publicam com editoras convencionais já têm a sua presença marcada no Facebook, como Lesley Pearse, Jude Deveraux, Nicolas Sparks entre muitos outros. Faça o mesmo.

 Divulgue os seus livros e quem quiser comprar sabe como o fazer. Não apele à compra directamente. No entanto é conveniente que tenha os seus livros no blogue. As pessoas podem comprar mais facilmente tendo um link para a sua página de autor da amazon. Ao publicar um livro na amazon, torna o seu livro disponivel para todas as lojas, ou seja, para o mundo. 

No próximo Post vamos saber como os leitores descobrem os livros na amazon. Se quiser seguir a matéria assine a Newsletter no canto superior direito.
Até ao próximo post,


Ambra Blanchett

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quer construir uma plataforma de autor? Saiba como. Parte 1.


Como construir uma plataforma de autor? Vou partilhar com vocês durante algum tempo a forma como fui construindo a minha marca de autora. Ambra Blanchett é uma marca, tal como fizeram muitos escritores ao longo dos séculos. Muitos dos escritores clássicos da literatura mundial que você leu usavam pseudónimos. Uma vez usado o pseudónimo não crie outros. Isso baralha os leitores e até o escritor.

Os autores independentes defrontam-se diariamente com as dificuldades em tornar os seus livros visíveis no meio de milhares do mesmo género, seja na Amazon, na Kobo, Google Play entre outras plataformas de venda de livros online que aceitam publicações independentes.
Muitos dos autores independentes, como eu, fomos aprendendo com os erros e a ler blogs e sites de colegas que não se importam de partilhar a sua experiência.

Há centenas de sites “especializados” em vender os livros dos autores independentes por preços que variam do baixo, ao razoável e até quantias exageradas. Esqueça. A maioria só quer apanhar o seu dinheiro. Usam a estratégia de tweetar durante uns dias o link do seu livro e depois acabou-se, mesmo que lhe prometam que é válido por um ano. E depois quem é que lê continuamente o tweet? Ninguém. A passagem da informação é tão rápida que só se as pessoas estiverem o dia todo em frente ao computador conseguem ver tudo.

Quando comecei a publicar na amazon em português, cometi os mesmos erros que todos cometem: demasiada pressa em publicar sem passar por um revisor ou editor (é fundamental), e ao início pensei mesmo que não ia vender livros. Passaram mais de dois meses até vender o primeiro livro e, hoje, passados um par de anos, todos os dias vendo livros em português e já cheguei e ter dois livros meus entre os 100 mais vendidos na amazon.br; o livro Anna (o primeiro livro de uma saga familiar que termina com o livro Gabrielle) foi durante um dia o livro mais vendido em português na amazon.com.
Como é que isso é possível?

Elaborando uma estratégia de Marketing que passa por construir uma plataforma de autor.  
Marketing é simplesmente criar conexões duradouras com as pessoas e, em seguida, tornar-se útil aos colegas.

Vai publicar o seu primeiro livro? Pense numa marca de autor. Pode ser o seu nome, como pode ser um pseudónimo. Há vantagens em usar um pseudónimo? Sim e não. Sim, se você tem outra actividade que quer manter bem separada da escrita. Não, porque uma vez criada a marca, passa a ser conhecida por ela e, criar uma marca de autor pode demorar anos até ser conhecida. Exige empenho, dedicação à escrita e lidar com frustrações.

No próximo post vou continuar a escrever sobre a construção da plataforma de autor. Se quiser acompanhar esta matéria, subescreva a nossa newsletter no campo superior esquerdo do blog. O seu email fica anónimo ( até para mim) e pode deixar de seguir quando quiser).
Até ao próximo post.


Ambra Blanchett

domingo, 10 de maio de 2015

Ler. Qual a importância para um escritor?

imagem retirada da internet


Leia muito. A leitura é o alimento do seu cérebro, e eu acredito firmemente que nenhum conto ou romance acontece sem leitura. Como exercício comece por tentar imitar o que leu. Escreva pequenas histórias, contos ou até uma novela ao estilo dos autores que já leu até encontrar o seu próprio estilo. Não gostou? Apague ou rasgue. Gostou? Guarde-a durante um tempo e continue a escrever. Passado algum tempo volte a ler o que escreveu e tente mudar o que considera estar a mais em termos de palavras ou alterar factos e até personagens. Encontrou muitos erros e buracos no enredo? Não desespere, é normal.

Corrija o que tem que corrigir e veja se o resultado não é diferente. De certeza vai ficar surpreendido com o resultado final. Repita esse processo quantas vezes forem necessárias até considerar que o texto está bom.

 Escreva sobre temas fortes e que o façam chorar, rir, ou ficar furioso. Se depois de ler uma cena dramática que escreveu há algum tempo, não se emocionar é porque não vai ter o impacto que deveria ter nos leitores. Recordo-me que quando escrevi “Gabrielle” que foi dividido em dois livros posteriormente (Anna, e Gabrielle) ficar emocionada muitas vezes ao longo do processo de escrita e na revisão. O feed- back que tenho de algumas leitoras é precisamente esse. Não conseguem conter a emoção que a história desperta. Hoje mesmo recebi um comentário elogioso de uma leitora sobre o livro. Outras leitoras, disseram-me não conseguir continuar com a leitura por se identificarem demasiado com as personagens. Então, modestamente consegui transmitir uma emoção forte, dramática que foi sentida pelo leitor.

 Ao escrever desligue o lado “editor” do seu cérebro, senão não progride no livro. Mesmo que o livro seja um projecto difícil preocupe-se com isso depois de algum tempo de ter terminado o livro.

 Trate a escrita como diversão e não como trabalho. Você deve escrever sobre temas de que goste e não sobre aquilo que pensa que seria mais intelectual ou que fariam de si um escritor valorizado. Seja você mesmo e aprecie isso. De certeza que vai encontrar quem goste do que escreve e, prepare-se que também vai encontrar quem não goste, ou até quem diga mal por puro prazer de destruir o trabalho dos outros.

Se iniciou um livro e não se sente entusiasmado com ele ponha-o de lado um tempo. A escrita tem que dar prazer.

Está com “bloqueio do escritor”? Aproveite para ler. Leia muitos autores apesar de ter os seus preferidos. A melhor aprendizagem para escrever é ler. Por isso leia sempre e muito. 

No próximo fim de semana haverá mais novidades. Até lá. 

domingo, 26 de abril de 2015

O PROCESSO CRIATIVO


Quem escreve sabe que cada escritor o faz de forma diferente. Os recursos internos que cada um usa para criar são completamente díspares. Se perguntar a dez escritores como fazem para criar a história, obterá provavelmente alguns consensos mas ainda assim, bastantes diferenças. Sentar-se ao computador e escrever – ou à mão – e olhar para uma página em branco pode ser aterrador mas para também um desafio e um prazer enorme. Para mim tornou-se em algo do qual já não prescindo. Todos os dias escrevo nem que sejam apenas algumas frases.  
Para criar preciso de silêncio e muito raramente uso música – apenas quando tenho alguém por perto para servir como barreira – e é pela manhã que as ideias fluem com mais facilidade. Há quem funcione precisamente ao contrário: escrevem de noite ou de tarde. Portanto são processos individuais que não obedecem a receitas, tal como na psicanálise, cada caso é um caso.  
Depois de delinear o enredo, pensar nas personagens que vou envolver na história e fazer as respectivas biografias e características físicas e psicológicas, esquematizo os capítulos um a um. Só depois deste processo concluído – o que consome sempre mais tempo que escrever – é que passo à escrita do livro o que em geral não demora mais de dois meses.
Terminado um primeiro esboço do livro deixo-o repousar algumas semanas enquanto penso noutra história e só depois faço uma segunda revisão acrescentando ou retirando frases, factos, aspectos dos personagens ou excesso de palavras para descrever uma cena ou cenário. O processo repete-se e depois de algum tempo em que me distancio o suficiente do livro, volto a rever tudo. Concluída a segunda revisão imprimo o romance e peço a um leitor Beta que o leia, assinale erros e buracos na história e dê a sua opinião. Este processo que passei a utilizar recentemente facilita muito a tarefa de revisão, difícil é encontrar alguém que esteja disposto a isso e seja de confiança. Podemos sempre usar os comentários da plataforma da Wattpad, mas também é um processo complicado. Quem não tem tempo para acompanhar as histórias dos outros leitores acaba por também não ter muitos leitores, já que funciona – e muito bem – por troca de leituras.
Escrevo em qualquer lado tal como faço com a leitura: na secretária, dentro do carro numa paisagem campestre – escrevi alguns capítulos de “Gabrielle” na serra da Estrela em Portugal e em Font Romeu na França enquanto a família esquiava-, no avião ou na rua quando me lembro de algo e anoto num bloco que me acompanha sempre.
Se você é daqueles escritores que fica stressado se não escrever todos os dias, porque acha que não está a criar nada, não fique. Mesmo se não estiver a escrever está certamente a pensar como vai organizar o seu próximo livro ou até como vai escrever o próximo capitulo e, tudo isso faz parte do processo criativo. Basta estar a pensar para estar a criar.



domingo, 12 de abril de 2015

A importância dos comentários ( reviews) para os autores que publicam na amazon




Para quem publica de forma independente nas plataformas de auto publicação os comentários positivos e negativos assumem uma importância fundamental quando se trata de ebooks. Muitas pesquisas já assumem como mais importantes as avaliações do leitor comum, do que do perito ou critico convencional. O melhor crítico é e será sempre que leu o livro.
Um livro que não possua comentários e já tenha sido publicado há algum tempo, mesmo que seja bom, - e o bom depende sempre do gosto literário de cada um - o leitor vai ter sempre em linha de conta que não está avaliado e, na hora de decidir se compra ou não, acaba por não comprar.  
O hábito de avaliar os produtos sejam livros ou outros varia de loja e de país. Por exemplo no Brasil é muito difícil obter avaliações sobretudo quando se publica há pouco tempo e salvo raras excepções (tenho tido alguma sorte nesse aspecto) os autores estrangeiros obtêm poucos comentários. A loja tem poucos anos de existência e a prática ainda não está muito implementada. Já fiz promoções de livros grátis com mais de duzentos downloads e nem obtive um único comentário mesmo que fosse negativo, ou as pessoas não lêem os livros, ou simplesmente não se querem dar ao trabalho de comentar.
As lojas da América e do Reino Unido são as que mais fazem comentários aos produtos que compram e os livros são um bom exemplo disso. Nem sempre os comentários são positivos. Se fizeram uma pesquisa pela amazon. Com verificam que há uma quantidade considerável de avaliadores que são altamente destrutivos, nem sequer diz porque não gosta. Felizmente a maioria é bastante justa e assertiva.
Sempre que leio um livro comprado na amazon deixo o meu comentário e vou confessar-vos uma coisa, prefiro ler livros de escritores desconhecidos ainda. Tenho quase sempre agradáveis surpresas.

O que é que é preciso para ser avaliador da amazon?

Ter uma conta na amazon. Nem sequer precisa de ter comprado o livro, basta ter lido  em PDF, ou em algum site como o Wattpad.

Como é que um escritor independente pode obter mais comentários para os seus livros?

Bom, pode sempre aceitar as críticas dos colegas que conhecem o livro e tenham uma conta na amazon, e que sejam justos e imparciais  (obrigado Gonçalo Coelho, RaquelTavares entre outros) e a ajuda pode ser mútua, ou pode mandar o seu livro como oferta para os avaliadores TOP da amazon. Mas digo-vos que quase sempre é dinheiro deitado ao lixo, porque eles nem sequer aceitam o livro. Então resta esperar que as pessoas que compraram o livro deixem a sua opinião. Dizem as estatísticas publicadas em sites e blogues de língua inglesa que depois de um mês de publicação começam a chegar as primeiras críticas (amazon.com, e amazon.con.uk).

Deixo aqui um apelo aos leitores que sempre que comprem um livro de um autor independente não se esqueçam de deixar uma crítica justa no espaço para revisões/ avaliações, nós, os autores independentes dependemos deles. Para quem estiver interessado (autores) informo que também sou avaliadora da amazon. Basta mandar-me o link do livro publicado. 
Podem consultar o meu novo site aqui ( em português e inglês) e assinar a newsletter. Sempre que sair um livro ou uma promoção vai receber um email.  

Boa semana. 



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Os conflitos e as personagens do romance/novela

Imagem retirada da intenet


Na literatura só os conflitos fazem a diferença entre uma boa história e um livro que ao fim do primeiro capítulo se abandona na estante fazendo companhia à lista dos que nunca vamos terminar de ler, a não ser num dia em que não tenhamos mais nenhum à mão e esteja num dia arrojado. Estou a brincar. Todos já abandonamos livros por falta de acontecimentos instigantes, acções a acontecer encadeadas umas nas outras, e personagens insipidas. Claro que conseguir escrever um livro que contenha uma série de sarilhos a acontecer em simultâneo, ou ao longo do livro, tem que ser tudo muito bem planeado. Convém planear primeiro o enredo, depois as personagens que vai meter ao barulho e depois capítulo a capítulo. Não se esqueça: não diga, mostre e não desvende cedo demais o enredo principal. Deixe o leitor sonhar e construir hipóteses. O papel do escritor consiste em arranjar problemas entre as personagens, arranjar situações altamente venenosas, conflitos abertos, conflitos velados, personagens dissimulados, crimes, roubos, enfim… todos ao barulho, dedos nas teclas do computador e a imaginação a funcionar. Divirta-se ao fazê-lo. Escrever é muito divertido. Os conflitos mais comuns são os interpessoais (maridos, mulheres, irmãos, mães, pais, sogras, patrões, filhos em conflitos diversos), estes são também chamados de conflitos de caracter, mas há mais conflitos: com a doença, a natureza, destino, sobrenatural, sociedade, entre outros. Há escritores que misturam tudo isto muito bem e nos tem dado grandes maravilhas, volto a citar “ Segue o coração” de Lesley Pearse, um dos melhores romances que li nos últimos anos. Ou Carlos Ruiz Zafon “ A Sombra do Vento”, um estilo diferente, mas onde as surpresas estão sempre a acontecer. Por vezes basta colocar várias personagens num espaço limitado e deixar a imaginação fluir: quem odeia quem e porquê, quem é o invejoso e porquê, quem ama quem e quais são os obstáculos para que fiquem juntos, quem é o criminoso e porquê…ponha a sua imaginação a trabalhar e conte a sua ideia a um amigo ou familiar que seja isento (é difícil mas há quem consiga) e considere a opinião dessa pessoa. Estou a escrever um novo romance, onde me atrevi a misturar um pouco de todos estes ingredientes e contei ao meu marido (sempre muito critico em relação ao que escrevo, mas no bom sentido, até porque é o meu aliado nesta aventura) e a resposta dele foi “ é um bom enredo, dá um bom romance, mas o título não pode ser esse”. Pronto lá vou ter que arranjar outro título para o livro, mas esse pode ficar para o final, o importante é continuar a escrever. A vida e o dia-a-dia estão repletos de conflitos e gente que se mete em sarilhos constantes. Se tomar atenção ao que se passa à sua volta e usar a técnica de que já falei aqui várias vezes (apontar as ideias num bloco de notas) vai ter material de sobra para escrever os seus livros.
Aproveito para vos informar que vou transferir a publicidade dos meus livros para um site bilingue (inglês e português) que vai ficar pronto no final da semana.
Esquecia-me de vos dizer que não tenham problemas de consciência em complicar a vida aos personagens sejam eles heróis ou vilões, afinal sem conflitos não existe livro que prenda o leitor. Ser mauzinho sabe muito bem quando se trata de construir personagens.


sábado, 28 de março de 2015

Dicas para escrever um romance



Escrever um romance é mais simples do que imagina. Em primeiro lugar convém estudar técnicas de escrita criativa, embora muitos escritores nunca o tenham feito e sejam autores de sucesso. Há imensos livros e cursos que ensinam a escrever, mas o que faz um bom escritor de romances é ser um leitor “obsessivo”.
Em média escrevo uma hora por dia, mas desde que me lembro que devoro livros de todos os géneros literários. Quando um dia (devia ter uns quinze anos) disse numa aula de português que já lera “ O vermelho e o Negro” de Stendal, o professor sorriu duvidando de mim e os colegas acharam que eu devia ser um crânio. Mas este post não é para falar sobre minhas experiências pessoais. Então, se você é um leitor ávido, já leu diversos estilos de autores, e tem imaginação, comece por colocar as ideias que lhe vão surgindo no papel. Como? Compre um daqueles caderninhos que servem para anotações (alguns têm um elástico que envolve o livro e tem capas muito bonitas) e faça um título: ideias para livros. Mais tarde pode socorrer-se delas para escrever um livro. Uma discussão que assista na rua, um artigo de jornal, uma cena na praia, uma conversa que apanhou no ar no restaurante, podem servir para construir um enredo.
Construa o seu enredo em torno das decisões que você deseja que o seu protagonista tome e estruture o livro como se fosse uma montanha-russa. Deve ser uma viagem física que obriga o leitor a experimentar uma série de emoções. Depois mantenha uns capítulos mais tranquilos para depois voltar a crescer até atingir o climax do enredo, o ponto onde já aconteceu tudo. Mantenha-o simples. Conte a história. Certifique-se de que você tem um início claro meio e fim.
Há quem construa a ideia original no pensamento e escreva sem qualquer plano. Pessoalmente como já disse noutros artigos esquematizo todo o livro, até para ser mais fácil alterar aspectos da história e dos personagens.
Use a sua empatia para escrever, o que lhe vai no coração.
Comece o seu romance no final da história de fundo que você criou. Comece com um momento incitação de tirar o fôlego. Algo deve acontecer que leva a uma revelação de um fato chocante, uma visão surpreendente, ou uma perspectiva única. A posição do protagonista deve mudar e ele ou ela precisa de agir ou reagir. Mova a sua história para a frente. Não olhe para trás.
Incluir apenas as partes mais importantes da história. Seu romance é muito parecido com um pacote destaques de um episódio na vida de uma pessoa. Recorte as partes chatas. Mova-se de uma cena emocionante para outra. Lembre-se sempre o fim. Onde você está levando seus personagens? Você deve mantê-los no caminho certo para chegar ao objectivo que delineou. Se você não fizer isso, você corre o risco de perder seus leitores ao longo do caminho.
Use a linguagem corporal. Use descrições simples, com muitos detalhes sensoriais. Descreva através dos sentidos. Mostre, não diga. Claro que esta técnica leva tempo a treinar. Aproveite as revisões do livro para corrigir aspectos que estão menos bem. Corte frases, palavras e até cenas e pensamentos se forem excessivos para a história.
Retire o excesso de gírias e palavras de ordem a partir do seu manuscrito. Palavras que parecem tão 'com ela' agora, vai envelhecer o seu livro no prazo de um ano.
Limite o uso de técnicas de ponto de vista enigmático. Demasiado enigma aborrece o leitor, mas mantenha o suspense. Crie ganchos para o capítulo seguinte.  
Nunca deixe o seu protagonista continuar a ser uma vítima por muito tempo. Um protagonista impotente não é uma boa ideia. A maioria dos leitores identificam-se com protagonistas fortes e combativos, querem ler sobre personagens que fazem a diferença.
Coloque sempre um antagonista forte (ou vários) para que o romance não seja apenas água com açúcar. Explore as motivações humanas, os segredos mais escondidos, tabus sociais e dê ao seu romance um lugar na literatura. Não se preocupe se o acusarem de escrever romance de cordel ou literatura menor, o que interessa é que se diverte a escrever.
Defina a sua imagem de marca, pode ser um pseudónimo, que separa as várias actividades profissionais que pode ter. O nome do autor é uma marca, seja o seu nome verdadeiro seja um pseudónimo. Não escreva biografias longas sobre si, diga apenas o essencial. Crie o seu estilo de escrita, e não tente imitar outros, embora lhe possam servir de modelo.
Não prolongue o final do livro. Uma vez que o conflito que começou a história está desvendada, deixe os seus personagens e os seus leitores continuar com suas vidas.

Reveja o livro pelo menos três vezes e tenha em atenção que a primeira versão é isso mesmo, um texto pronto para ser limado. Procure emendar erros de ortografia, construa melhor as personagens, corte palavras desnecessárias. Veja que tipo de palavras você usa com frequência e não fazem falta no texto e, por último, antes de publicar peça a alguém que leia e corrija. Se puder pagar a um revisor melhor, ou socorra-se de amigos e familiares.

Agradeço a quem me visita aqui e a quem compra e lê os meus livros. 



domingo, 22 de março de 2015

A REVISÃO DO LIVRO

Imagem retirada do google

Depois de alguns meses de trabalho ali está o resultado do seu empenho: o seu livro está acabado. E agora?
 Ah, revisão! Aquele processo que quase todos os escritores detestam, mas que é fundamental, mesmo para quem vai tentar a sorte nas editoras convencionais. Confesso que também não era a minha parte favorita do processo de escrita, mas aprendi a gostar e hoje divirto-me imenso quando faço a revisão, é como se estivesse dentro da história, não como escritora, como leitora. A parte mais difícil já está concluída, é uma primeira versão do livro. Podemos dizer que é uma versão tosca e a precisar de ser retocada em vários sentidos.

Se acabou o seu romance deixe-o repousar várias semanas antes de o trabalhar outra vez. Distanciar-se do que escreveu permiti-lhe ver os erros, as incongruências de datas e até de nomes, e outros aspectos que numa segunda leitura vai perceber melhor.
Se publica na amazon (como eu) descarregue o template formatado da plataforma da createspace.com com o formato (6x9) o mais usual e que deixa um livro bem atractivo e transfira o ficheiro Word onde trabalhou para o template. Faça  as revisões a partir desse documento. Não se esqueça que tem que formatar outro ficheiro para a versão Kindle, as versões da createspace não costumam dar bons ebooks, desformata o texto e dá um livro de má qualidade.

Pronto para começar a revisão? Vamos a isso! Atenção que esta é apenas a primeira revisão que pode ser feita no ficheiro definitivo para a amazon.
Comece a ler e veja se as frases estão bem construídas; emende os erros; veja se não há outra forma mais simples de descrever alguma cena; marque os lugares que fazem você rir ou chorar. Confesso quando fiz as revisões de Anna e Gabrielle, chorei. Marque onde você está entediado ou confuso ou onde as palavras são repetidas e muito juntos e modifique o texto.
Observe se muitas frases começam sempre com a mesma palavra e substitua por sinónimos; se não há descrição insuficiente ou excessiva dos lugares e paisagens, ou se você tem poucos diálogos.
Veja se você usou palavras excessivas. Utilize parágrafos curtos, ninguém tem paciência para ler um parágrafo com dez linhas.
Chegou ao fim da primeira revisão? Guarde o texto mais uma semana e volte a fazer o mesmo processo, vai verificar que encontra sempre erros e frases que pode modificar, isto quando não tem que incrementar as personagens ou acrescentar/tirar algum aspecto. Corte o que não é necessário. Se pode explicar em cinco palavras não use vinte, isso torna-se massador para quem lê. 
Volte a fazer o processo pelo menos três vezes. É aborrecido? Pois é, a menos que você possa pagar a um revisor (é muito caro), tem mesmo que o fazer.
Se você tem amigos em cuja opinião confia, este é um bom momento para lhes pedir que leiam e façam uma revisão ao texto. Imprima o texto e peça a um amigo que assinale os erros, e as áreas que não estão perceptíveis.

Volte a rever o texto e veja se há buracos no enredo, se os capítulos tem mais ou menos o mesmo número de cenas, se está a desvendar o mistério cedo demais, se as cenas são demasiado paradas e não acrescentam nada ao enredo, se os personagens estão bem construídos de acordo com a biografia que fez previamente; e corte todas as palavras que não fazem falta.
Se passadas algumas semanas de todo este trabalho, você ler o seu romance e se divertir com a leitura, provavelmente as outras pessoas também se vão divertir e o livro está pronto para ser lançado nas plataformas que você quiser. Ou quem sabe concorrer a algum prémio literário se achar que tem qualidade para isso.




sexta-feira, 13 de março de 2015

O ponto de vista na escrita criativa


Seleccionar o ponto de vista do narrador é uma das decisões mais importantes a tomar, antes de começar a escrever um romance. Existem três possibilidades: o narrador na primeira pessoa (um “eu” conta a história do ponto de vista da personagem), o de segunda pessoa (é muito raro) e o de terceira pessoa (o mais comum). Destas três hipóteses o narrador na primeira pessoa é talvez o que mais envolve o leitor, sobretudo quando é também o protagonista da acção. Nestes casos, sofre-se, ri-se ou sonha-se com a personagem. O leitor consegue vestir a sua pele. O narrador na terceira pessoa, o mais comum, pode adoptar o ponto de vista de várias personagens ao longo do romance e, podemos afirmar que é quase omnipotente.
Mas como encontrar um estilo próprio? Será possível resistir à influência dos seus escritores preferidos, aqueles que você admira e leu todos os seus livros? Quando se começa a escrever é natural tentar uma imitação, mas ao fim de algum tempo se o escritor não se libertar dessa amarra, não consegue criar o seu próprio estilo. Portanto não despreze os seus escritores favoritos, aqueles com que aprendeu a arte, mas vire-lhes as costas no bom sentido e seja você próprio. Isso não significa deitar fora os autores que ama. Respeite-os escrevendo da melhor forma possível: sendo você próprio, no seu estilo.
É certo que todos os escritores tem um modelo que seguem, a originalidade é algo que é discutível, cria-se através do vemos e lemos, e não há mal nenhum em ter um estilo mais parecido com este ou outro escritor, é diferente de copiar o estilo do outro. Outro preconceito que existe é precisamente o da originalidade. Há quem olhe os escritores de romances como se fossem um estilo menor da literatura, sobretudo se forem histórias de amor. E quem mal tem uma boa história de amor? Nenhum é claro. Portanto se escreve romances não ligue a pretensos seguidores de Saramago ou outros do género ( a quem prezo muito) que dizem que andam todos a escrever o mesmo ( os escritores de romances), porque se escreve o que gosta, decerto haverá quem o leia. Boa escrita.


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domingo, 8 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


História do 8 de março

No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objectivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Deixo-vos aqui um livro ao qual já fiz referência e que fala da luta das mulheres operárias. Um livro da escritora Kate Alcott. 



sábado, 7 de março de 2015

Dez coisas a saber sobre a personagem principal.

"As palavras que nunca te direi" de Nicolas Sparks

Quando o leitor pega num livro para decidir se o compra, em primeiro lugar vai tentar saber qual é o tema da história e quem é a personagem principal. Só depois de vislumbrar – porque se trata apenas de um pequeno vislumbre – é que toma uma decisão. Muitas das críticas que tenho lido nas lojas da amazon, prendem-se quase sempre com enredos mal construídos e personagens fracas. Os leitores não perdoam, se gostam compram e fazem boas avaliações (entre 3 estrelas e 5), se não gostam dão 1. Acontece que já vi críticas que apenas destilavam fel, sem qualquer tipo de argumento válido. Há quem goste de destruir, no entanto convença-se que não vai só obter críticas boas e, se tiver algumas menos boas, também é sinal para o comprador futuro que elas são autênticas. Mas este post não é sobre críticas, é sobre a personagem principal do livro. Em primeiro lugar deve construir pelo menos um minibiografia da personagem principal, deixando em aberto futuras inclusões de características de personalidade. Seja fiel ao que pensou para a personagem, e para ter a certeza que ela corresponde aquilo que pensou e que os leitores vão entender quem é ela, socorra-se sempre dos leitores beta. O site Wattpad é óptimo para ter feed back sobre os seus livros. Deixo-vos aqui alguns pontos importantes sobre a personagem e que devem ficar claros no livro.

1. Quantos anos têm a personagem? E quantos anos ela possui mentalmente? Ela é uma mulher de 40 anos no corpo de uma garota de dezasseis anos de idade, ou vice-versa?)

2. Ela teve uma infância feliz? Por quê? Não. Por que não?

3. Passado / presente. Relacionamentos? Como a afectaram?

4. O que ela gosta? Quais são os seus hobbies?

5. A personagem está obcecada com alguém ou alguma coisa?

6. Qual o seu maior medo?

7. Qual foi a melhor coisa que já lhe aconteceu? E a pior?

8. Qual a coisa mais embaraçosa que já lhe aconteceu?

9. Qual o seu maior segredo?

10. Qual a palavra ou palavras, que melhor definiriam a personagem.

Não se esqueça que o leitor adora personagens fortes que possa amar, mas também odiar. Boa escrita. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O que é que o impede de escrever?


Quando comecei a aventura da escrita, estava convencida que só publicando numa editora convencional conseguia vender livros e ser uma autora conhecida. Hoje, passado mais de um ano de ter publicado o meu primeiro titulo na amazon, em português, já vendi algumas centenas de livros para paises como a Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, França, Canadá, Japão e a maioria para o Brasil. Mais internacional não podia ser. Claro que estou a ironizar. 
Mas, preparo-me para novas aventuras, no final de Março, dois dos meus romances vão estar disponíveis em língua inglesa e, em breve serão traduzidos também para espanhol. A auto - publicação veio para ficar e possibilita a muitos autores que viram o seu sonho deitado por terra por receberem, dia após dia, recusas das editoras para onde enviaram os seus manuscritos, ou até, nunca receberam qualquer resposta, concretizarem-no. Pessoalmente aventurei-me logo na producão independente e não estou arrependida. 

Portanto o que é que o impede de escrever? Nada, só você. Por isso mais à obra.
O que precisa para escrever?

Em primeiro lugar vontade. Depois desenvolver competências de escrita, tais como técnica, gramática, e como se escreve um livro dentro do género com o qual se identifica. 
Para além de poder fazer um curso de escrita criativa online ou presencial, pode, acima de tudo, estudar sozinho. Fiz um curso de escrita criativa online, onde aprendi os rudimentos da construção frásica e a seguir entendi que não valia a pena gastar mais dinheiro com uma competência que só eu podia desenvolver. Por mais cursos que façam, ninguém vos vai escrever por vecês, então, toca a estudar. Há dezenas de livros que ensinam a fazê-lo. Passei e ainda passo horas a investigar sobre escrita, publicação e marketing.  A própria amazon lança para o facebook todos os dias dois textos de autores autopublicados com dicas de escrita. 
O truque para escrever bem é escrever, escrever e escrever. E depois fazer revisão muitas vezes, ou então pedir a alguém que o faça por si: um familiar ou amigo com competências de escrita, ou de preferencia, alguem que esteja ligado a si por laços afectivos e possa ser muito sincero consigo. Por mais que custe ouvir algumas criticas, acredite que elas são um bom empurrão para a sua escrita. Uma das editoras que está a trabalhar num dos meus romances, fez-me uma anotação numa página, sobre uma frase que pretendia ser uma piada de humor negro, mas que ia resultar numa ofensa a um povo, portanto um assunto delicado. Aquilo custou ler, mas doeu mais eu nem ter precebido no que é que aquela frase podia resultar. Ela disse simplesmente " desculpe, a sua história é muito interessante, estou a gostar, mas se eu encontrasse uma frase destas, num livro, ia fechá-lo e não o abria mais. Tomei a liberdade de perguntar a uns amigos editores o que fariam e eles responderam o mesmo." Estou muito agradecida à minha editora e tradutora pela sinceridade embora fosse dura comigo. 

Mas não preciso de uma boa estória para escrever um livro?

Precisa. Mas pode começar por um livro pequeno.

E como é que consigo uma boa estória? Fácil. Leia, leia e leia. Não quer isso dizer que vá copiar o que os outros escrevem, isso seria plágio, mas só lendo muito consegue encontrar inspiração para escrever e até para perceber como outros o fazem. Você consegue um bom tema se olhar à sua volta. As pessoas gostam de livros que falem de pessoas comuns e que transmitam valores.  Refiro, como exemplo a minha autora preferida Lesley Pearse. Ela escreve sobre pessoas comuns, com grandes dramas de vida e que conseguiram sobreviver. Esta é uma grande fórmula para quem gosta de romances dramáticos. Eu gosto. 

Outra fonte de ideias podem ser jornais e revistas, lá encontrará temas que podem dar um bom romance. 

Então o que é que precisa para escrever? 

Um computador ou similar porque estamos na era do digital, mas caso não tenha, pode sempre escrever à mão. Há muitos autores que ainda o fazem. Mas, acima de tudo, precisa de vontade e muitas horas de trabalho, a ler, estudar e a escrever.

 Boa escrita e não se esqueça que eu também sou uma autora. Pode ajudar-me a crescer como autora consultando a minha página de autora na amazon e comprando os meus livros. 

Se quiser dicas sobre autopublicação entre em contacto comigo através do email ou assine a nossa newsletter em cima à direita. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A Família Sogliano - Sveva Modignani

Sveva Casati Modignani, não precisa que uma escritora independente, como eu, lhe faça publicidade. Então porque é que eu trouxe para aqui este livro? Porque me trouxe à memória boas lembranças. Não é isso que nos faz reter a informação até à eternidade? É sim. Um facto associado a uma emoção grava para sempre o acontecimento na nossa memória. 
 Pois bem, o que me chamou a atenção neste livro ( para além da capa) foi a sinopse. A sinopse fala de um romance passado em Torre del Greco, uma cidade a alguns quilómetros de Nápoles, na encosta do Vesúvio, junto ao Mar Tirreno e, uma das zonas mais bonitas que eu já tive o previlégio de conhecer. É a história de uma família abastada, da cidade, com segredos, emoções e conflitos. 
Era o ano de 1998 e parti para o Sul de Itália, em trabalho - um daqueles trabalhos que são só lazer- uma visita de estudo, com um grupo de jovens e três técnicos, a Torre Del Greco, durante duas semanas, num intercâmbio com um grupo congénere ao nosso. Voltando ao livro, fiquei deliciada com a descrição da família e das gentes de Torre e, sobretudo do mundo do coral. Torre vive essencialmente da indústria do coral. Colares, brincos, pregadores, todo o tipo de jóias que possam imaginar, são possíveis de fazer com o esqueleto desse animal. Mas, outro aspecto muito retratado no livro é a forma de ser das gentes de Torre. Gente altiva numa primeira abordagem, mas que, desfeita a primeira impressão, são do mais amável que se possa querer. Na época em que lá estive, vivia-se muito o espectro da máfia e sentia-se na forma de ser das pessoas a pressão.  
Fica aqui o registo de um livro, que estou a adorar ler ( ainda me faltam algumas páginas) e que é um romance de família, com um enredo bem construído e que foge ao vulgar, a personagem principal não é uma jovem, é uma mulher madura de cinquenta anos e que nos traz os anseios e as vivências dessa idade, numa trama curiosa e que suscita muita curiosidade. Recomendo. 

Por último queria lembrar-vos que também sou escritora e que me podem ajudar  a crescer e a chegar mais longe, divulgando ou comprando os meus livros. 
FIQUEM ATENTOS AO VOSSO MAIL, NO SÁBADO DIA 20 HÁ PROMOÇÃO DE DOIS LIVROS AO PREÇO MÍNIMO. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Não tem tempo para escrever? Faça a gestão do seu tempo.


A gestão do tempo é absolutamente fundamental para alcançar o sucesso na escrita independente e no resto de sua vida também. O tempo é o grande equalizador: todos nós temos 24 horas em apenas um dia e, se não o aproveitarmos torna-se difícil escrever. Os escritores independentes, quando começam, não vivem da escrita, só passado algum tempo e se os livros tiverem qualidade, ou seja, se tiverem um bom plot, escrito numa linguagem simples, sem erros e com uma capa atractiva é que consegue vender. Mas, ainda vai demorar algum tempo até o público começar a ter curiosidade sobre os seus romances. Todos os escritores, mesmo os profissionais, fazem o melhor uso do relógio para a gestão do seu tempo. Há dias um colega escritor perguntou-se como é que eu arranjo tempo para escrever, uma vez que trabalho noutras duas profissões, dou aulas de manhã quatro dias por semana e trabalho em consultório todas as tardes, e tenho família. Bom, é uma gestão de tempo complicada, mas fiz opções. Escrevo e leio pelo menos uma hora por dia e, a manhã de quarta-feira é inteiramente dedicada à escrita. E todos os poucos momentos que tenho livres durante o dia aproveito para trabalhar em ideias que me surgem e aponto-as num bloco que me acompanha sempre.

 A grande questão é o que vai fazer com o seu tempo para poder escrever?

 Comece por pensar como é que gasta seu tempo – quando escreve e com que intensidade o faz – a forma como se dedica à escrita vai determinar se você tem uma boa gestão de tempo. Não tem tempo para escrever e fica frustrado? Se pensar bem, vai encontrar mais de uma hora por dia desperdiçada como por exemplo em frente ao televisor, no café, a preguiçar, a dormitar… Melhore as suas habilidades de gestão de tempo e facilmente gera uma hora extra por dia, mais provavelmente 2 ou 3 em que consegue escrever. O que você poderia escrever se durante a semana arranjar cerda de 10-15 horas? Talvez o romance que tem planeado há tanto tempo e vai adiando sempre por falta de tempo. 

 Aqui está o que você pode fazer para arranjar tempo extra: 

1. Comprometer-se consigo próprio e esquematizar o seu dia-a-dia com um plano. Parece uma coisa um pouco obsessiva? Pois parece, mas quem não tem um pouco de obsessividade não realiza nada, fica pela inércia. Decida melhorar continuamente as suas habilidades de gestão de tempo. Quanto melhor gere o seu tempo, melhor se sente na vida e realizado enquanto escritor.
 2. É importante criar objectivos claros e realistas.

 Ser verdadeiramente bem-sucedido na vida requer que você faça o máximo em cada momento que você está vivo, que persiga os seus objectivos importantes. Se decidiu que vai escrever um romance durante três meses, cumpra o objectivo. Escreva sem medo durante todo o tempo que estipular para o efeito. Mas, veja se o prazo que estabeleceu é realista, porque pode ser apenas a sua vontade de terminar depressa que está a funcionar. Um limite de 500 palavras por dia, para quem combina a escrita com outras actividades é realista. Um objectivo de 3000 palavras por dia para quem tem outra actividade é irrealista e só vai contribuir para que se sinta frustrado. Mas, não se foque apenas na escrita, fazer outras actividades é de suma importância para a vida de qualquer escritor. Brincar com os filhos, alimentar-se, ir ao cinema, à praia, passear, viajar também são de igual importância, entre outros aspectos pessoais e que dizem respeito a cada um.

 3. Despenda o seu tempo em coisas mais importantes
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 Concentre-se em tarefas mais importantes e não permita distrair-se com itens menores e preocupações triviais.
 4. Concentre-se na tarefa que têm em mãos 

 Quando está a fazer uma tarefa faça só isso até terminar. As mulheres têm tendência a distrair-se por inúmeras tarefas pelo facto de terem uma atenção divida. Já os homens, por terem uma atenção selectiva concentram-se muito mais numa só actividade. Dê o que você faz a sua atenção e o empacotamento completo de seus recursos físicos e mentais. Na maioria dos casos a multitarefa é ineficiente, especialmente quando você está escrevendo. Coloque como objectivo terminar a tarefa. Pensou em escrever três páginas de um capítulo? Então termine-o.

 5. Mantenha a sua saúde É vital cuidar de sua saúde. Comer bem, beber bastante água, dormir o suficiente, e tomar todas as medidas necessárias para manter um elevado nível de saúde mental. Quando você se sente bem, você faz tudo mais rápido e melhor. 

6. Decida que tipo de coisas não vai mais fazer na sua vida.

 Qual dos seus hábitos vai roubar tempo à escrita, prejudicar a sua saúde ou qualidade de vida? Para muitas pessoas, várias horas entorpecendo em frente à televisão todas as noites, pode ser um desperdicio de tempo. Outros comem alimentos não saudáveis que drenam a sua energia. Somos o que comemos e, se comer uma refeição pesada vai ter sono e a vonte de escrever e a creatividade desaparecem.  Identifique esses desperdicios de tempo e vida e pare de fazê-los.