domingo, 14 de janeiro de 2018

A Doçura da Noite - excerto

(...)Agora era apenas ela e o rio, mas amanhã Lisboa inteira iria saber quem era a acompanhante de luxo que estava naquela maldita festa. Não esperava outra coisa de Abigail e Edmilson, claro que eles iriam desaparecer. Já o tinham feito, segundo Carlos. Por mais que a polícia descobrisse onde estava o computador em que eles operavam como escritório online, decerto o tinham deixado para trás, e já devia estar no fundo do mar há um par de dias, ou enterrado nalgum pinhal longe de Lisboa.

Sara caminhou ao longo do paredão de pedra que segura as margens do rio e encheu os pulmões com o ar salgado e fresco da brisa vinda do mar ao longe, quase a trinta quilómetros de distância quando o Tejo mergulhava finalmente no oceano(...)  

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