sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Diário de Viagem - da Alemanha à Áustria

O Pérolas para a Alma, oferece-vos hoje imagens e impressões sobre o castelo que inspirou o castelo da Disney e cuja imagem já devem ter visto em inúmeras capas de livros. Recentemente  UM REINO DE SONHO de Judith MacNaught exibe este lindo castelo na capa.

Como estava a pouco mais de cento cinquenta quilómetros do castelo fui visitá-lo. Partindo da Suiça, do outro lado do lago Constança, chegar lá é fácil. Felizmente as auto-estradas na Suiça e na Áustria não se pagam, e a viagem faz-se rapidamente, sempre acompanhados por paisagem idílica.









Luís II da Baviera, prometeu a Richard Wagner - segundo consta - recuperar as ruínas de um antigo castelo e o resultado foi este.

Pode-se chegar ao castelo de duas formas: a pé, ou de autocarro pago. Optei por subir no autocarro, e descer a pé. A subida é íngreme e imagino que deve ser penosa, demorando mais de uma hora a chegar lá. Já a descida é fácil e sempre à sombra por dentro da floresta negra cujas árvores dão um ar misterioso a todo o cenário. Quem não se lembra das lendas inspiradas na Floresta Negra, como Hensel and Gretel, que se perdiam na floresta e encontravam uma bruxa que os queria comer? Pois a floresta negra, é tão extensa que abrange milhares de quilómetros.
O Castelo está em obras na fachada fronteiriça e foi impossível fotografar as belas cores de vermelho que exibe.

Com o tempo limitado, optei por não entrar no interior do castelo, a fila tinha mais de um quilómetro de extensão e o tempo de espera equivalia a umas quatro horas de pé na estrada de acesso ao castelo. Demasiado penoso para ver um interior que parece que desilude, segundo algumas opiniões recolhidas em blogues.  Por esta informação podem imaginar a afluência de visitantes que o monumento possui. Nesta zona existem mais dois castelos, mas este é o mais visitado, fruto da publicidade da Disney.

ÁUSTRIA 

Depois desta visita fotográfica, o destino foi a Áustria, mesmo ali ao lado e, a cidade escolhida Innsbruk. Foi difícil fazer esta viagem pelas montanhas - montanhas que lembram a Heidi da autora Suiça Johanna Spyri e que os estúdios japoneses transformaram nos famosos anime que deram a volta ao mundo -, principalmente porque parece que a Áustria está em obras ao longo de todas as suas estradas.




Innsbruk é uma cidade presa num vale entre os Alpes tiroleses e só pode crescer em extensão. O centro da cidade é medieval, tem vestígios romanos com o seu belo Arco do triunfo e na verdade não fiquei muito impressionada com a parte moderna.
 À excepção do centro antigo - belíssimo - é uma cidade como qualquer outra. Muito turismo de todas as nacionalidades e as esplanadas sempre apinhadas de pessoas, são um forte indicador do poder de compra. Aliás, desde França até aqui, nota-se o poder de compra deste lado da Europa e não são só os turistas a encherem os restaurantes, os habitantes locais também o fazem.
Neste lado da Europa, a riqueza está melhor distribuída até que, comparativamente a Portugal os ordenados mínimos são o triplo do que se ganha por lá e claro que o nível de vida é mais caro.
Viajar é bom, não só porque se lava a vista e se adquire lições de historia e geografia, mas também porque podemos pensar na forma como vivemos no nosso país, comparativamente ao que observamos e não "engolir" facilmente as patranhas que nos querem impingir de sermos preguiçosos e produzirmos pouco. Estes países respeitam ao máximo as leis do trabalho e quem trabalha e, para bom entendedor meia palavra basta. Certamente terão coisas menos boas, mas o que se vê são pessoas na rua, descentralização - não existem cidades macrocefalas - e poder de compra.




Até ao próximo post. 

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