terça-feira, 16 de maio de 2017

PROMOÇÃO GRÁTIS DE EBOOK !


Por Amor e por Ambição vai estar gratuito no formato ebook nos dias 17 e 18 de Maio de 2017. Para obter o ebook basta ter uma conta na amazon ( não paga para se inscrever) e descarregar a aplicação do Kindle do site da amazon. Pode ler no Kindle, mas se não possuir um aparelho pode ler no smartphone ou no PC. 

Por Amor e por Ambição é um romance passado no mundo das vinhas e do vinho, com tradição, ódios antigos e vinganças à mistura, num ambiente em que o amor surge para provar que afinal há sempre uma segunda oportunidade para quem se desiludiu com o amor. 

Excerto
"Um carro comercial, de marca japonesa, que já vira melhores dias, entrou no pátio da Herdade vinícola, ao mesmo tempo que Núria entrava pelas traseiras, vinda do lado das vinhas, depois de descer a colina do cemitério, atalhando caminho em vez de dar a volta pela estrada.
 Ao deparar-se com aquilo que devia ter sido um carro normal em tempos, estacou junto a uma coluna do alpendre que acompanhava a casa principal. Podia-se dizer que o carro era uma amálgama de batidas e raspagens pelas paredes e que nada indicava que tinha apenas cinco anos, não fosse a matrícula a indicá-lo. Alguém se enganou no trajeto. Apressou-se a dirigir-se para o carro com a firme intenção de dizer ao condutor que fizesse meia volta e deixasse a Herdade, pois estava em propriedade privada, não fosse o condutor embater em alguma parede.  
Antes que conseguisse abrir a boca tinha na sua frente um homem que não devia ter mais de quarenta anos, de estatura média, entroncado, com o cabelo apanhado por um rabo-de-cavalo curto, algumas falripas de cabelo caído nos olhos, que ele teimava em desviar soprando-os, e uns olhos negros como a noite mais escura.   
Núria estremeceu. O homem era medonho e só podia querer confusão. Logo hoje que os trabalhadores andavam na vinha a preparar o terreno para o primeiro dia de vindima e a casa estava sozinha é que lhe aparecia um palerma rude que se tinha perdido na estrada.
Fez-se forte, subiu o peito, tentou crescer uns centímetros além do seu metro e sessenta e cinco e dirigiu-se a ele.
- O senhor está enganado. – disse.
- Sobre o quê? – questionou-a franzindo o sobrolho enquanto tirava uma mala do porta bagagens do carro comercial e a colocava no chão com estrondo fazendo a gravilha saltar.
Parou na frente dela e deixou os braços caídos ao longo do corpo.
- Ande lá senhora, vá chamar a sua patroa.
- Como?! – gritou Núria furiosa. – Quem é você?
- Quem eu sou não lhe interessa, faça o seu trabalho e chame a engenheira Núria Velasco.
Quando percebeu que estava a ser confundida com uma empregada, Núria raspou os pés na gravilha, qual besta enfurecida, pronta para atacar o inimigo. Quanta desfaçatez daquele troglodita! Ele já ia ver com quantos paus se fazia uma canoa!
- Depois de você se apresentar, e dizer ao que vem talvez faça isso. – desafiou-o ficando parada na sua frente, chispando de raiva de tal forma que nem reparou na criança a sair do outro lado do carro.
O homem olhou-a com aquele negrume nos olhos, com ar divertido, e respondeu.
- César Medeiros. Sou o diretor da adega e venho tomar posse do cargo.
Núria ia abrir a boca para dizer que não tinha contratado ninguém com aquela figura para representar a sua adega, mas fechou-a de imediato. Reconheceu o homem da foto do curriculum vitae que selecionara." 

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