sábado, 18 de julho de 2015

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Excerto do livro Anna

A primavera deu lugar ao Verão e este ao Outono, numa sequência que Anna não conseguia alterar. Os plátanos mudavam de cor diariamente. Há várias semanas que os observava da janela da biblioteca e, a cadência de cores que aparecia dia após dia, em tons vermelhos, castanhos, laranja e amarelos, tornou-se na paleta mais linda que alguma vez viu e também numa distracção.
A alegria inicial dos primeiros tempos de vida em comum deu lugar a uma tristeza escondida de todos e especialmente de Bryan. Os vários momentos do dia desde que se levantava até ao anoitecer, não eram fáceis, apesar de tanta beleza à sua volta. Depois da maravilhosa lua-de-mel na Califórnia e até das diversas estadias na casa do lago, o regresso a casa era inevitável e temia-o sempre que se aproximava.
Se ao menos ele lhe tivesse dado hipótese de escolha, preferia ficar numa casa em que apenas vivessem os dois, mas a mansão era a casa da família há décadas e Bryan escolheu voltar para lá, contra tudo o que ela esperava. Justificou-se com a necessidade dela aprender mais sobre a vida de uma dama de sociedade com Mary e Jennifer, e, aos poucos substituir a mãe no governo da casa. A última coisa que ela desejava era exposição pública e dispensava muito bem as lições que pudesse vir a ter, mas não tinha coragem de lhe dizer. O medo de o desiludir era enorme e queria preservar aquela relação para sempre. Bryan era marido, amigo, amante e o pai que ela nunca teve.
Durante algum tempo – em que ele a cortejou-, ainda julgou que poderia mudar muitos aspectos seus e tornar-se a esposa que ele precisava- ou que imaginava que ele queria. Sempre que havia um evento social que implicasse receber pessoas estranhas à família, sentia-se como um peixe fora da água, a afogar-se. Era bem mais fácil servir bandejas de canapés aos convidados do que ser esposa de Bryan Foster. 



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