segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Lançamento em ebook amanhã dia 10 de Fevereiro de 2015


(...)Não sendo um restaurante luxuoso, a decoração simples, sóbria e agradável tornava-se acolhedora. As paredes estavam rebocadas de forma tosca, pintadas de amarelo quase branco e faziam contraste com as mesas e cadeiras de madeira sólida. Nas paredes alguns quadros a óleo, de artistas da cidade fazia com que funcionasse como galeria, uma ideia que Aline achou interessante.
- Ainda não chegou o nosso cliente mais esperado. – disse com ar de mistério.
Sem entender nada, Nicole fez um ar de interrogação.
- Sim, o solteirão mais cobiçado da região. Thierry Morin. E por falar nele…
Nicole virou-se na direcção do olhar dela. Um homem jovem mas que já passara dos trinta há algum tempo estava parado a cumprimentar alguns clientes do café. O aspecto dele dava a impressão de ter saído de um filme de cowboys moderno. Vestia calças de ganga, botas de cabedal, camisa de flanela vermelha e um casaco de pele castanha com gola de pele de ovelha. Despiu o casaco, colocou-o no braço e subiu em diracção ao restaurante.
- Vai lá. – empurrou-a. – Aproveita a vista. É um borracho.
Aline admitiu para si que sim, mas manteve-se em silêncio. Cabelo castanho-escuro, olhos verdes e uns lábios cheios com um sorriso maroto. O tipo de homem que a atraía, mas agora era tarde demais, decidiu ficar fora do mercado há dois dias. Os homens iam deixar de fazer parte da sua vida definitivamente. O seu karma com os homens não era bom nesta vida, por isso desistia.  
- Oh, lá vai ele cumprimentar os sogrinhos.
Sem entender nada Aline seguia os movimentos do homem.
- Então é casado? Não entendo? – manifestou confusão.  
- Não chegou a ser, felizmente. Mas o pior é que entrou em celibato. Faz mais de seis anos que ninguém lhe conhece namorada. – respondeu Nicole.
Aline não quis ouvir mais nada. Com tantos predicados, já o estava a achar maravilhoso e os homens eram todos uns ogres. Nem pensar. O sino de alerta soou e desta vez ia respeitá-lo. Nem queria olhar para o vaqueiro urbano. (...)


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