sábado, 3 de janeiro de 2015

Só escrever, ou escrever e ler?


Onde vão os autores buscar tanta inspiração que lhes permite criar personagens de todo o tipo de seres humanos e outros menos humanos, tais como elfos, libisomens, lobos, vampiros e por aí fora. Ora bem, em primeiro lugar a criatividade é algo que se estimula. Mas como? Lendo, lendo, lendo. Quem não lê, seja lá o que for, não desenvolve o pensamento e por conseguinte a criatividade. 
Stephen King, no manual Escrever: Memórias de um Ofício, afirma de forma peremptória que « Se você não dispõe de tempo para ler, então também não tem o tempo nem os instrumentos para escrever». Correcto e afirmativo. Devorem os clássicos e as obras mais recentes; os volumes premiados e os que vendem mais. Perceba o que faz aquele género vender mais e o outro não, mas atenção, não vá escrever num género literário, só porque vende muito, é necessário que se sinta bem a escrever esse tipo de texto. Todos os autores lêem outros livros idênticos, comparam, vão tirar ideias, comparam estilos de escrita, etc. 
Pessoalmente escrevo tanto como leio. Por mês devo ler em média três a quatro livros de mais ou menos 400 páginas cada, e, muitas vezes, arranjo forma, de desbloquear alguma cena que está dificil de escrever. 
Pode um romance incendiar a imaginação do leitor? Sim claro. A biblioteca de um escritor deve ser a mais completa e perigosa arma para alimentar a fantasia. Leia, releia, rabisque os livros e dobre páginas se isso for confortável para si, mas se quiser escrever, use e abuse da leitura em primeiro lugar. 
Como Jorge Luis Borges SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA, desde que tinha mais ou menos dez anos e passei a devorar livros, desde Hans Christien Andersen, até ao Vermelho e Negro de Stendhal. 

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