quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

De que falam os escritores?

Quando comecei a escrever todas as pessoas me perguntavam sobre que escrevia e, sempre que dizia que escrevia romances que contassem uma história de vida, havia sempre um sorriso ou outro, como se fosse um género literário menor. No entanto, quase todas as pessoas que conheço os lêem. Outros, colegas escritores que pretendem marcar a diferença no mundo literário, dizem com alguma arrogância que «eu não escrevo romances, andam todos a escrever o mesmo», mas no entanto é isso mesmo que fazem, tentam é dar-lhe um ar intelectual, sempre tentanto imitar génios como Saramago, Tolkien...e por aí fora que a lista não teria fim. 
Assumo que gosto de ler e escrever romances. Os escritores escrevem sobre aquilo que sabem e é o que faço. Se existisse uma categoria literária " estórias de vida", seria aí que me encaixava, mas não deixaria de ser um romance. Parafraseando um escritor inglês que colabora com a Createspace na ajuda aos autores indie, também que não tenho pretensões a mudar o mundo, escrevo porque gosto de seguir o desenvolvimento das minhas estórias e dos meus personagens e, há quem me leia e goste. 
Se eu acho que os escritores mudam o mundo? Sim acho, mas não serão todos e, eu não sou esse tipo de escritora. Escritores escrevem sobre o que sabem, embora em todos os géneros literários, se quiserem fazer um trabalho sério, tenham que pesquisar bastante sobre o tema que escrevem, no entanto há escritores que pelo conhecimento e genialidade que possuem deixam um autentico legado de obras que se destinam ao aparelho pensante do homem, pretendem e conseguem mudar mentalidades.  
Os meus livros, são livros de entretenimento embora alguns deles falem de assuntos sérios da aréa da psicologia, a minha profissão. A minha inspiração para escrever vem do conhecimento que possuo sobre as motivações humanas, sobre o comportamento social e psicológico do ser humano e pretendo sempre deixar qualquer coisa para pensar. Em ANNA e GABRIELLE, abordo o tema do incesto, em BRINCOS DE PRINCESA falo da condição da mulher muçulmana e da loucura dos homens, e em SONHOS ADIADOS, abordo as doenças sexualmente transmissíveis e as relações amorosas. Falo de pessoas, alegrias, tristezas, mudanças de vida, perdão, lutas internas, e viagens. 

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