domingo, 18 de janeiro de 2015

Anna- excerto do livro


(...)Os dias que passaram na casa do lago foram deliciosos e serviram como período de adaptação à nova condição que ainda não tinha nome. Amiga? Namorada? Futura esposa? Pouco lhe importava o que fosse, estava disposta a conquistar as três. Aos poucos, abandonava a modéstia que a caracterizava. Anna era nesta altura um ser em metamorfose, como uma crisálida à espera de mostrar a sua beleza, escondida na cápsula de quitina durante tanto tempo.
Bryan mostrou-se sempre cavalheiro e respeitoso, embora por vezes se aproximasse para a abraçar e beijar na face, ou, mais atrevidamente escorregando a boca até ao canto dos seus lábios, deixando-a nas nuvens. Não permitia mais avanços, mesmo ficando a arder de desejo, começava a perceber o que uma mulher sente por um homem. A forma carinhosa como ele a tratava fazia-a sentir-se uma princesa e perdurou nos últimos dias em que estiveram no lago. Faziam grandes passeios a pé pelas margens mesmo com um frio intenso que já se fazia sentir, e chegaram a ir pescar num rio ali perto, como ele costumava fazer com o avô. Regressavam horas depois com a cesta do lanche vazia e cansados de calcorrear as margens do lago observando os castores que mergulhavam e voltavam à superfície para avaliar o perigo. A sua experiencia campesina fazia dela uma óptima companheira até em tarefas mais masculinas como pescar ou calcorrear a montanha, o que agradava muito a Bryan que não era nada apreciador de mulheres sofisticadas e fúteis.
Bryan reservava parte da tarde para tratar dos negócios pelo telefone e nessas alturas ela aproveitava a televisão ou lia.

 Foi uma semana de sonho, nunca imaginou poder estar num local tão bonito e acolhedor, tratada como uma princesa – com todas as mordomias – e cortejada pelo homem mais bonito que conhecera: o seu herói privado dos filmes de Hollywood.(...)

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