domingo, 14 de dezembro de 2014

Anna e Gabrielle - uma saga familiar.

Anna é o primeiro livro de uma saga familiar que termina com Gabrielle, publicado anteriormente. Como a história ficou muito grande, o livro Gabrielle foi retirado do mercado e irá ser publicado posteriormente, reescrito. Trata-se de um tema, denso, dificil, e que ainda faz muitas vitimas. Não vou desvendar ainda o tema, mas deixo-vos um excerto do livro Anna, como aperitivo. Lá para finais de Fevereiro o livro é publicado. 

Excerto do Livro
"Anna caminhava devagar ao longo da plantação de batata, admirando o verde que se estendia pelos muitos hectares plantados nesse ano. A tristeza invadiu-a logo de manhã, e deambular por ali ajudava a pensar o que não era pensável. Estava quase na época da colheita e o cheiro a folhas verdes intensificava-se com o sol do final da primavera; sabia que daqui a dias esperava-a trabalho duro a apanhar batatas. Só pensava em fugir mas naquela altura sabia que era impossível e resignadamente aproximou-se de casa.
Bear de cor branca e preta aproximou-se para receber festas; o cão de raça mista com mistura de husky siberiano era o fiel amigo de Anna, seguindo-a quase sempre para onde quer que se deslocasse. A cadeira de baloiço do alpendre ainda ondulava, sinal que a mãe tinha acabado de se levantar. Um arrepio percorreu -lhe o corpo apesar das temperaturas amenas que já se faziam sentir.
O campo aberto que circundava a casa- para além da zona de plantação- era uma explosão de vida e cor na primavera; esquilos e outros roedores andavam numa azáfama a recolher tudo o que podiam, o inverno tinha sido longo e esgotado as reservas de alimento. Recordou com saudade uma visita que tinha feito ao parque natural das montanhas rochosas – o maior parque natural do Oregon - nesta época, quando frequentava a escola; uma das paisagens mais bonitas da região que lhe permitiu observar o esplendor da natureza e sentir os cheiros da floresta de pinheiros e a única situação em que se afastou de casa mais de cinquenta quilómetros.
Como seria feliz se a sua vida diferente! Se tivesse a sorte de ter nascido noutra família que a fizesse sentir desejada; se pudesse ter escolhido outros pais. O único ser humano que gostava dela era o irmão, mas não se atrevia a enfrentar o pai – por medo- mostrando-se sempre reservado quando via a forma como este a tratava; depois que o pai faleceu, teve coragem de lhe confessar que não se sentia amada por eles e, os dois partilhavam da opinião que os pais não tinham afecto por ninguém: a mãe amava a quinta e o dinheiro que podia fazer com ela, o pai amava o álcool. E de amores pelo álcool morreu, porque essa espécie de amor mata quando a dedicação é grande e, Ivan foi um fiel devoto."

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