sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A metáfora na escrita criativa

As metáforas são o coração e o centro de um texto literário, no entanto nem sempre as trabalhamos com todo o seu potencial e sobretudo emprestando-lhe o seu cunho pessoal. Os leitores já terão usado expressões como «olhos azul mar» ou em momentos de paixão «gosto de ti até à lua», alguns exemplos muito simples da potencialidade da metáfora. O que fez no caso dos olhos e do azul do mar foi uma comparação (olhos azuis, azul do mar) mas, numa metáfora não é bem isso que fazemos.
 Pegando em exemplos de “Carlos Ruiz Zafon” um escritor espanhol que vive nos estados unidos desde 1993, vou tentar demonstrar a maestria com que usa esta figura de estilo. No livro “A sombra do Vento” refere-se ao estado de paixão como «compareceu ao trabalho nas asas de Cupido», ou às nuvens de tempestade nocturna como «manto de trevas cegando a lua», é esta distancia entre o significado e a forma como se chega lá – possibilitando múltiplas interpretações – que se chama metáfora.
Como é que pode usar nos seus textos literários? Uma das formas é pensar no sentido do que quer transmitir e associá-lo a um objecto ou qualquer outra coisa que pretenda trabalhar.


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